Bill Gates e Steve Jobs são considerados empreendedores por terem inovado no ramo da tecnologia como no desenvolvimento de sistemas operacionais. Em contrapartida, diversas startups inovam-se dentro de um sector existente. A Uber, por exemplo, é uma grande startup que teve inovações dentro de um sector existente e deu novas possibilidades no mercado de táxi.
Esta realidade, como exemplo a do Facebook Q&A on Entrepreneurship, mostra que os empreendedores podem ser muito diferentes um dos outros, pela classificação em diversos tipos de empreendedores e mostra que qualquer pessoa pode ser um empreendedor independente das suas características.
Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos indicam que o sucesso nos negócios depende principalmente de comportamentos, características e atitudes, e não tanto do conhecimento técnico de gestão quanto se imaginava até pouco tempo atrás.
Ter ideias e não transformá-las em negócios acaba por inviabilizar as iniciativas, ficando imperrado no papel. O empreendedorismo está relacionado com a questão de inovação, na qual há determinado objectivo de se criar algo dentro de um sector ou produzir algo novo.
Apesar da conjuntura económica e financeira de Angola, os jovens não estão aquém da realidade mundial: empreendem e identificam oportunidades, agarra-as e buscam os recursos para os transformar em um negócio lucrativo.
Com as suas acções de empreendedorismo têm já promovido e ajudado no desenvolvimento económico e social do país, através da criação de empregos.
Apesar de muitos carecerem de maior incentivo, já têm o espírito empreendedor encarnado no seu seio, cujo processo de iniciativa tem despoletado no surgimento de novos negócios e mudanças nas empresas criadas.
Apesar dos riscos, o Jornal de Economia & Finanças constatou que muitos jovens angolanos criaram empresas e produtos novos, inovaram e modernizaram os seus serviços.  O empreendedor angolano tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador na medida em que busca novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas. A essência do empresário de sucesso é a busca de novos negócios e oportunidades, além da preocupação com a melhoria do produto. Partindo dali, foram lançadas bases e terem sido dadas algumas luzes sobre eventuais caminhos a trilhar pelos jovens criativos angolanos à luz da estratégia de médio e longo prazo no domínio das políticas para a juventude. A ideia é tornar mais justa e equilibrada em que os jovens tenham acesso à formação e qualificação profissional e académica que os habite à plena integração no mercado de trabalho. Os jovens querem que haja maior incentivo no acesso aos meios de financiamento para sustentar os projectos de empreendedorismo criados, a fim de potenciar o crescimento económico e geradores de emprego. O empreendedorismo tem apoio do Governo, que destinou no OGE 2018 uma verba de 3.307 mil milhões de kwanzas.

Jorge Baptista
O presidente da Associação dos Empreendedores de Angola (AEA) disse que os jovens enfrentam várias dificuldades no desempenho da sua actividade. Apelou à necessidade de se mudar o paradigma, uma vez que maioritariamente vive da actividade comercial como a principal fonte de receitas. E acrescentou que a burocracia, o excesso de fiscalização e a dificuldade no acesso a financiamentos têm sido entraves que devem ser rapidamente resolvidos. A EA mantém parcerias com instituições internacionais que periodicamente concebem programas específicos de formação para empreendedores angolanos.

Dimitrov Paulo
O jovem empreendedor que se  lançou há oito anos no mercado, emprega actualmente 120 pessoas, maioritariamente da camada mais necessitada. A sua empresa chama-se Dimitrov, Comércio Geral e Prestação de Serviços, que actua nas áreas de distribuição de combustíveis, água potável, limpeza de esgotos e interiores, recolha de resíduos sólidos e venda de matérias informáticos. Com uma facturação mensal de cerca de 15 milhões de kwanzas (69 mil dólares), o seu proprietário salienta que para conseguir captar novos contratos de serviços no mercado nacional é necessário ser visionário e atento a qualquer oportunidade de negócio que surja.

Tânia Sebastião
É já considerada uma jovem empreendedora de sucesso. A sua empresa é a TDGS, prestação de serviços, ligada à realização de eventos, promoção de feiras internacionais e comercialização de velas artesanais decorativas. Procurou por um financiamento, mas a não conseguiu, então usou toda a poupança que tinha e, hoje, já é referência no fabrico de velas artesanais decorativas.Com um atelier no Zango 2, Tânia Sebastião usa as suas contas nas redes sociais para promover o seu trabalho, e fruto disso, tem conseguido ao longo deste tempo se manter no mercado.  A facturação diária da sua empresa é de 80 mil kwanzas.

Fernanda Renée Samuel
Esta jovem criou produtos “Made in Angola”, como de higiene, sabão, omo e repelente, todos baseados na produção de bens ecológicos, recicláveis e biodegradáveis. O sabão e o omo são feitos à base de óleo de cozinha usado, mobílias com pneus descartados, vasos a partir de roupas usadas e obras de arte a partir de sucatas e papelões descartados. A AmbiReciclo Indústria é a sua firma, criada a 08 de Dezembro de 2016, para promover a economia verde em Angola. Apesar ser ainda de pequena escala, produz 500 barras de sabão/dia, 2000 kg de Omo e 20 vasos feitos com roupas descartadas/ dia, além de mobília feita com pneu.