Os 245 metros de extensão e 20 de largura, que configuram o viaduto da unidade operativa, estão a conferir maior mobilidade ao trânsito naquela parcela da cidade de Luanda. Inaugurado na terça-feira, pelo titular do -poder executivo, José Eduardo dos santos, na presença de membros do executivo, corpo diplomático acreditado em Angola, entidades religiosas e testemunhado ainda por cidadãos, a obra teve um prazo de duração de cerca de seis meses, sob responsabilidade da empreiteira chinesa CR-20.

Benefícios

O troço foi oficialmente encerrado ao trânsito automóvel, visando a execução da empreitada a 21 de Fevereiro de 2017, com a criação das alternativas que se impunham, tendentes a garantir que o trânsito na Avenida Deolinda Rodrigues continuasse a ser feito sem grandes constrangimentos.
Para a construção da infra-estrutura, foram criados 599 postos de trabalho directos e 1.318 indirectos, sendo que a grande maioria foi ocupada por jovens angolanos. Ficam assim para trás os tempos em que o “nó” representava um autêntico “calcanhar de aquilles” para os automobilistas que trafegavam pela via.
As longas filas de congestionamento que chegavam nos dias mais críticos a atingir os seis quilómetros, parece terem terminado. Com a inauguração, os automobilistas passam a trafegar no sentido Norte/Sul usando o eixo superior (Tabuleiro), enquanto no sentido Oeste/Leste (Senado da Câmara/Tourada) a circulação é feita através dos
ramais inferiores e da rotunda.
O termo dos congestionamentos vem igualmente garantir uma maior normalidade na actividade económica e produtiva, facto que por si só, dá garantias de maior produtividade e rendimentos para os operadores económicos, quer na
área comercial, quer em serviços.

Automobilistas satisfeitos

A reportagem do JE saiu à rua para conferir os primeiros momentos após a abertura daquela importante via.
O quadro no local contrasta totalmente com o assistido no período que antecedeu a execução da obra. Trânsito fluído e semblante alegre no rosto dos automobilistas é o retrato a que podemos assistir.
Cinco minutos foi o tempo consumido para percorrer o troço entre o cemitério de Sant’Ana e o largo 1º de Maio.
A obra ora inaugurada está a ser alvo de aplausos e elogios por parte dos cidadãos tal como conferido pela nossa reportagem.
Para a automobilista Sónia Martins, o investimento é uma grande aposta do governo que se constitui numa mais-valia para os utentes da via pública.
“A obra vem beneficiar toda gente, pelo que os constrangimentos de ontem se traduzem em benefício de hoje”, enfatizou.
Sónia Martins diz que a obra mostra “claramente o empenho e compromisso do executivo na busca de soluções
para os problemas da população”.
Segundo a entrevistada que levava em média uma hora e meia para fazer o percurso casa/serviço, que em situação normal seria feito em cerca de vinte minutos, a abertura da via vai permitir um trânsito mais fluído e garantir que as pessoas cheguem aos locais de trabalho dentro dos horários, tendo como consequência a redução do absentismo.
Outro automobilista que se mostra satisfeito com a inauguração, é Mananga Didier. Segundo o entrevistado, a inauguração era aguardada com muita expectativa.
Elogiou a qualidade e beleza da infra-estrutura, bem como a grande visão e empenho do executivo angolano, que “não tem medido esforços para atender as necessidades, sonhos e ambições do povo”, apesar do momento económico menos bom que o país atravessa.
“Essa obra está muito bonita e nós o povo estamos contentes”, sublinhou.
O interlocutor acredita que com a dinâmica e vontade demonstrada pelo governo, Angola atingirá brevemente níveis de desenvolvimento urbanístico equiparados à países como África do Sul e Portugal.

Reacções da população

Os momentos que se seguiram à inauguração da obra, foram aproveitados por um grande número de cidadãos que tencionava comparar a qualidade do empreendimento às expectativas criadas.
Grupos enormes de crianças, jovens e adolescentes faziam-se ao espaço para in-loco conferir a “grandiosidade” e importância da obra.
Quem não quis ficar desassociada foi a comunidade estrangeira que esteve igualmente presente e atenta. Ahmed Mouhamed, natural da Mauritânia e residente em Angola desde 2009, é um deles. Ouvido pela nossa reportagem, o comerciante mauritâniano que diz sentir-se já angolano, elogia a qualidade da obra e espera que os utentes saibam preservar o empreendimento. “Conheço muitos países africanos onde os governos não fizeram nada”, disse.
Emocionado e com algumas lágrimas nos olhos, o nosso entrevistado limitou-se a dizer que todas as palavras se resumem em agradecimento ao país que o acolheu e “votos de sucesso para o povo angolano”.
A obra, que faz parte de um conjunto de outras, denota sem margem para dúvidas, o compromisso do governo com o seu povo, ao mesmo tempo que reforça a imagem de marca do executivo que é “o trabalho”.