O investimento em infra-estruturas em Angola tem sido constante em diversos sectores económicos, nomeadamente os da construção, energia e águas, indústria e transportes.
Neste último, estão a ser elaborados vários estudos estruturantes para perceber que opções deveríamos seguir para dotar o país de uma rede de transportes adequada aos objectivos de crescimento do mercado nacional e regional, facilitadora do processo de desenvolvimento económico e potenciadora das políticas de base territorial e populacional. Dentre as acções concretizadas, destaca-se a aprovação de legislação abundante, que acumula mais de 6 mil páginas, o que permite ter hoje um Sector dos Transportes devidamente regulado e bem enquadrado nos requisitos das normas e instituições internacionais.
Igualmente constatou-se a reabilitação e modernização de 17 aeroportos em várias províncias do país e construídos dois novos de raiz, o que foi acompanhado de uma grande evolução na área da navegação aérea e na certificação das companhias e dos operadores aéreos. Conclusivou-se a pista e placa do Aeroporto Kamakenzo, no Dundo, Luanda Norte, e aguarda-se pelo arranque do terminal de passageiros do Aeroporto Joaquim Kapango, no Cuito (Bié) e em reabilitação e modernização o Aeroporto Maria Mambo Café, em Cabinda.
O sector retirou a Companhia de Aérea de Bandeira Angolana (TAAG), da lista negra da União Europeia, refundação da empresa e reforço substancial da sua frota com a aquisição de 5 novos e modernos Boeings 777-300.
Reabilitou-se e modernizou-se os três Caminhos de Ferro, nomeadamente, Luanda, Benguela e Moçamedes, o que, para além da linha-férrea com cerca de 2.730 quilómetros, integra a construção, reabilitação ou aquisição de 151 estações, 52 locomotivas, 226 carruagens, 282 vagões, sistemas de comunicações e controlo, equipamento oficinal e três centros de formação profissional em Catete, no Lubango e no Huambo.
Adquiriu-se postos à disposição da população e das empresas mais de 9 mil autocarros, camiões e outros meios de transporte rodoviário, além da reabilitação, expansão e modernização de todos os portos principais, nomeadamente o de Luanda, o do Lobito, o de Cabinda e o do Namibe, o que foi acompanhado com a aquisição de rebocadores, lanchas rápidas, boias de sinalização e outros equipamentos de apoio à navegação marítima.
Lançou-se igualmente o transporte de carga pela Companhia de Navegação Nacional, do transporte de passageiros por via marítima através de catamarãs e do serviço de táxi personalizado em várias províncias.
O Governo impulsiou para o início da construção do Novo Aeroporto Internacional de Luanda (NAIL) e do Porto de Águas Profundas do Caio, em Cabinda.
Além disso, fez-se a reestruturação da navegação e da gestão de todos os organismos do Ministério dos Transportes, incluindo a refundação de alguns institutos e empresas públicas e, a implementação do SIMGEST (Sistemas de Monitorização da Gestão), o que permitiu instalar um novo modelo de prestação de contas mensais, de avaliação do desempenho e de fiscalização e supervisão.
De 2008 a 2017 foram transportados mais de 445 milhões de passageiros, 65 milhões de toneladas de carga e o sector público dos transportes é assegurado por sete instituições públicas e 16 empresas que empregam 16.686 trabalhadores.