sector dos transportes nacional, que desempenha um papel fundamental na reconstrução e desenvolvimento do país, não só em termos de serviços a fornecer aos outros sectores da economia, mas também como motor para a expansão de toda a actividade produtiva do país, mantém as metas do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2012-2017 e reforça com o programa de governação para o período 2017-2022, conforme consta destes documentos estratégicos que orientam as acções do Executivo angolano.

Neste domínio, o Programa de Governação do MPLA para o período 2017-2022, pretende que o sector dos transporte continue a dotar o país de uma rede de transportes adequada aos objectivos do crescimento do mercado nacional e regional, que seja facilitador do processo de desenvolvimento económico e potenciador das políticas de base territorial e populacional.

Além disso, atesta o programa, que seja consolidada uma rede estruturada de transportes públicos de passageiros aos níveis municipal, provincial, interprovincial e das cidades, que garanta maior mobilidade das pessoas e assegure a intermobilidade de transportes, cujas metas estão no bom caminho. Para o efeito, devem ser adoptadas medidas que visam desenvolver e melhorar de modo significativo o transporte público de passageiros em todo o território nacional; a conclusão da recuperação e o lançamento da rede de transportes ferroviários e a construção do novo aeroporto de Luanda, que fica concluído em 2018 e proceder a reabilitação dos restantes aeroportos e aeródromos do país. Hoje foram reabilitados 14 aeroportos dos existentes nas 18 províncias.

Nesta mesma linda de pensamento, o documento orientador da política do Executivo, orienta ainda que seja alargado o transporte marítimo de cabotagem a toda costa angolana; a conclusão do programa de recuperação, modernização e alargamento dos portos existentes e dar seguimento a construção dos novos portos de Luanda (Dande) e Cabinda ; a reposição do transporte marítimo internacional de bandeira angolana; a expansão da rede de táxis no país e implantação dos centros de inspecção de viaturas.

Transportes e logística

Por outro lado, constam das políticas do Executivo, a continuação da consolidação do cluster dos transportes e logística, fundamentais para a coesão territorial interna e para o objectivo de afirmação internacional de Angola na região, em particular no contexto da SADC.

Apesar das elevadas taxas de crescimento verificadas neste cluster, com destaque para os quilómetros de estradas reabilitados e construídos, pontes erguidas, aeroportos recuperados, caminhos-de-ferro relançados e comércio e logística incrementados, ainda persistem algumas fragilidades que importa ultrapassar nos próximos cinco anos, devido a fraca

mobilidade no território em geral e na cidade de Luanda em particular, longe do que se pretende para a dinâmica do desenvolvimento.

Para todos efeitos, a rede nacional de plataformas logísticas continuará a ser estruturada em torno de plataformas nacionais de média e grande dimensão nas províncias de Luanda, Benguela, Huambo, e plataformas portuárias de média e grande dimensão em Cabinda, Luanda, Lobito e Namibe e de plataformas regionais de pequena e média dimensão em Malanje, Saurimo, Lubango e Menongue. Esta rede de plataformas de micro-localização foi definida com carácter de urgência, no Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017 e deve ser complementada por uma rede de armazéns e silos e por uma rede nacional de infra-estruturas frigoríficas, que dentro de cinco anos, de acordo com o mesmo plano, estejam concluídas.

O cluster dos transportes e logística contou com um investimento total de dois mil milhões 342.619 milhões de kwanzas, representando cerca de 45 por cento, nos quatro clusters prioritários previstos, onde constam 123 projectos dos sector, que já absorveu mais de 50 por cento do investimento neste universo. Uma parte significativa destes projectos prossegue a recuperação dos caminhos-de-ferro e continua o esforço em parte já conseguido ao nível da reabilitação de aeroportos, transporte marítimo, as plataformas e entrepostos logísticos ao longo do território.

Projectos concluídos

Do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND 2012-2017), foram concluídos alguns projectos importantes. Por exemplo, no sector dos transportes houve um grande investimento na reactivação do transporte público, marítimo, aéreo e ferroviário, que aumentou de forma significativa a oferta de bens e serviços dentro e fora das cidades.

Nesta perspectiva foram também reabilitados, ampliados e modernizados portos de Cabinda, Luanda, Namibe, Lobito e Soyo. No que diz respeito aos aeroportos, os destaques vão para os do Soyo, Dundo, Uíge, Saurimo, Menongue, Luena, Cuito Cuanavale, Cuito (Bié) e o do Namibe. Para os próximos cinco anos espera-se a conclusão do novo aeroporto de Mbanza Kongo (Zaire), a ser construído na localidade de Nkiende.

Os caminhos-de-Ferro de Angola, foram completamente reabilitados, ampliados, modernizados, reapetrechados e edificados, permitindo a reabertura das várias vias dos caminho-de-ferro como: Luanda-Malanje, Namibe -Lubango-Cuando Cubango e Benguela, a maior via ferroviária do país, com mil e 301 quilómetros e mais de 100 anos de história. O mesmo é a única ligação ferroviária da África Central ao Atlântico.

Na capital do país foram criados os terminais marítimos de passageiros, operados por Catamarãs, nomeadamente o do Porto de Luanda, Ilha do Mussulo, Kapossoca e de Macoco, para facilitar a circulação rodoviária do sul para o centro da cidade. O sector dos transportes criou, no âmbito desse esforço do Executivo, mais de 16 mil empregos até 2017.

ESPECIALISTAS ACREDITAM EM

DIAS MELHORES

O especialista em Gestão de Empresas e Petróleo e Gás, Inocêncio das Neves, é de opinião que as infra-estruturas aeroportuárias e os caminhos- de-ferro de Angola, juntam-se aos outros ganhos em termos de receitas, produtividade fruto dos investimentos realizados no sector nos últimos cinco anos.

Para ele, o sector dos tranportes é dos que mais ganhos mostrou ao país e estes são visíveis em quase todas as pronvíncias . "É preciso destacar, por exemplo, que a refundação da TAAG e o reforço da frota com a aquisição de cinco novos e modernos Boeings 777-300 foram algumas das vitórias alcançadas no sector ao longo destes anos. Agora é preciso que não se fica por estas infra-estruturas", referiu.

Para o secretário executivo do Fórum Angolano dos Jovens Empreendedores (FAJE) e especialista em Políticas Públicas de Defesa e Segurança, Hélder Cafala, o PND 2013-2017 alcançou grandes metas, com destaque para os projectos de prioridade especial como os estruturantes inseridos nos clusters prioritários como a energia e água, alimentação e agro-indústria, habitação, e sobretudo dos transportes e logística, que para ele desempenham um papel catalisador em toda a actividade económica, quer pelo potencial de resolução dos estrangulamentos que têm prejudicado a concretização de vários projectos privados, quer ainda pelo facto de a sua importância ao longo do território contribuir para reduzir os desequilíbrios territoriais de Angola. "É preciso continuar nesta senda do rigor", disse.