O combate à impunidade assumido pelo Presidente João Lourenço é das medidas mais assertiva, uma vez que durante muito anos algumas pessoas confundiam o dinheiro do petroléo com ganhos da paz, de acordo com o economista Precioso Domingos.
Ressaltou que João Lourenço veio alterar o paradigma e a forma como deve-se tratar a coisa pública através da prestação de contas.
“Até 2016 o país investiu 110 mil milhões de dólares em infra-estruturas, valor equiparado 11 vezes o financiamento que o Presidente conseguiu através da diplomacia económica”.
Nesta senda, considera que muitas infra-estruturas erguidas nos últimos anos estão sem qualidade e sem impacto directo, devido a corrupção instalada, acrescentando que no passado “fez-se enriquecer algumas pessoas abjudicando-as obras”.
O também professor universitário falava durante um debate na TV Zimbo que analisou o discurso do Presidente da República sobre o “Estado da Nação”, num painel de convidados que juntou também a activista social, Alexandra Simeão.
Sobre as autarquias, Precioso Domingos defende ser urgente que os municípios garantam um conjunto de serviços básicos em tempo real que hoje, não ocorre pelo facto de estarem centralizados.
“Penso que o Presidente deu algum sinal de concessão política deixando claro de que não levará tudo sozinho”, afirmou o economista.

Transparência
Para a activista social, Alexandra Simeão o Presidente João Lourenço fez das intenções à prática, sobretudo no que toca a transparência, peculato e o combate à corrupção.
Sublinha que não se pode tentar arrumar uma casa com práticas que lesam o interesse comum e sem ética na gestão da coisa pública.
Alexandra Simeão realçou que a questão do salário mínimo deve preocupar o governo em função dos preços da cesta básica que tendem a subir todos os dias.
Disse ainda que o facto de o crescimento populacional ser geométrico e a capacidade de intervenção ser aritmética tem causado danos ao tecido social angolano.
“Sem qualquer tipo de acusação, penso que devíamos saber ao pormenor que Estado o novo Presidente herdou sobretudo do ponto de vista numérico”, realçou Alexandra Simeão.

Credibilidade
Em entrevista à TPA, o economista Fernando Vunge entende que há factos ressaltados no discurso do Presidente da República que permitiram criar um ambiente de confiança e credebilidade no país.
Admite que nem todas as políticas jizadas tiveram resultados imediatos em função de outros factores. Assegura que os aspectos focados no discurso sobre o “Estado da Nação” refletem os desafios assumidos.
O sociólogo Paulo de Carvalho referiu que nesta nova dinâmica de governação os ministérios devem deixar de actuar como empresas, e sim como entidades executoras de políticas públicas.
Considera igualmente que a diversificação da economia deve deixar ser um “slogan” e passar para à realidade. “Questões como agricultura devem merecer a máxima atenção”.