Diplomacia económica

O Presidente da República realizou ao longo do ano uma intensa e inédita campanha diplomática. Os resultados, entre outros, culminaram com vários financiamentos.

REINO UNIDO disponibilizou 500 milhões de dólares, através do UKEF; nessa praça financeira foi igualmente feita a emissão de 3.5 mil milhões de dólares de Eurobonds que tem permitido a gestão da dívida e o arranque de novos projectos de infraestructuras e investimentos sociais de pelo menos quatro províncias, a saber, Lunda Norte, Lunda Sul, Moxico e Kuando Kubango;

FRANÇA - A visita resultou ainda na garantia de um crédito de 500 milhões de dólares americanos do Credit Agricole e de mais 79 milhões de Euros da Agência Francesa de Desenvolvimento.;

Pela ALEMANHA, a visita de Estado de João Lourenço mobilizou um crédito de 500 milhões de dólares americanos do KFW Bank;

A extensão da linha de crédito COSEC de PORTUGAL em mais 500 milhões de euros, após a visita do 1º Ministro português a Angola;

Já na CHINA, as visitas resultaram ainda na concessão de um crédito de 2 mil milhões de dólares americanos do Banco de Desenvolvimento CDB, de 3,5 mil milhões de dólares americanos do Banco Comercial e Industrial (ICBC) e de mais 620 milhões de dólares americanos do EXIMBANK, e a oferta de 500 bolsas de estudo para o ensino superior anunciada pelo própio Presidente Xi Jinping na sequência da mais recente visita de Estado àquele país.

Conseguiu-se do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), 110 milhões para o fomento da agricultura que está a ser utilizado na província de Cabinda. Os financiamentos totalizam 11.2 mil milhões de dólares americanos e mais 579 milhões de euros, além das manifestas intenções de investimento privado directo. É caso para se dizer que se fez uma verdadeira diplomacia económica.

Programa de Estabilização
O Executivo aprovou o Programa de Estabilização Macroeconómica que entrou em vigor em Janeiro deste ano, com vista a fazer face aosacentuados desequilíbrios que se evidenciavam nas  contas internas e externas de Angola, como resultado da queda acentuada e prolongada do preço do petróleo no mercado internacional que se foi verificando desde meados de 2014 até hárelativamente pouco tempo. Podemos afirmar que, ao fim de cerca de nove meses de execução  desse programa, os seus resultados são encorajadores.

Redução do défice

As medidas conducentes à consolidação fiscal têm levado a uma redução do déficit orçamental. Em 2017 registou-se um déficit de 5,6% do PIB. Para o ano em curso  tendemos para um déficit inferior a 1% do PIB, muito abaixo dos 3,4% previstos no OGE para o ano de 2018. A previsão para o ano de 2019 é de um déficit igualmente inferior a 1% do PIB, com um crescimento estimado de 9,8% das receitas fiscais. A redução do déficit implicará menores necessidades de endividamento do Estado, com efeitos positivos em toda a economia, sobretudo no que diz respeito à redução das taxas de juro a serem praticadas no mercado nacional.

Câmbio oficial vs paralelo

Em Janeiro do presente ano, a diferença entre a taxa de câmbio oficial e a prevalecente no mercado paralelo era de 150%,noutras palavras, a taxa de câmbio no mercado informal era duas vezes e meia superior à prevalecente no mercado oficial. Presentemente esta diferença está ao redor dos 20%, que é a meta que neste domínio foi estabelecida para ser alcançada até ao final deste ano pelo Programa de Estabilização Macroeconómica. Quer dizer que esta meta anualfoi atingida ainda antes de o ano finalizar.

Reservas Internacionais Líquidas

Até Agosto do presente ano, a redução das Reservas Internacionais Líquidas foi de Mil Milhões de dólares norte-americanos, quando no mesmo intervalo de tempo em 2017 antes das eleições gerais, a redução foi em torno dos 4 mil milhões de dólares dos Estados Unidos da América. Tais factos evidenciam que estamos na trajectória certa no que respeita ao ajustamento do mercado cambial e outras medidas serão tomadas com vista a reforçar a transparência deste mercado e a garantir a previsibilidade de maior oferta de divisas na nossa economia.