Os países da União Europeia pouco ou nada podem fazer diante do fogo cruzado a que estão submetidos ante as sobretaxas sobre a importação de aço e alumínio impostos pelos EUA, que avolumaram as relações comerciais internacional.
Com esta guerra comercial também voltada para a Europa, que acertou em cheio sectores de grande visibilidade como o da automação, que desempenham um papel estratégico nas economias europeias e entre os próprios parceiros comerciais dos EUA, representados pelo Nafta, a Europa
está praticamente sem saida.
A tensão aumentou quando o presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu suspender a isenção da UE e do Nafta à cobrança das tarifas em Maio e Junho do corrente ano. E hoje são visíveis alguns sinais de uma crescente desaceleração do crescimento na zona do euro, provocado por este esse ambiente mais agressivo das relações dos os EUA.

Retaliação europeia
Por sua vez, em resposta ao comportamento comercial dos EUA, os europeus impuseram igualmente tarifas equivalente a 2,8 mil milhões de produtos importados norte-americanos, como jeans, bourbon ou motocicletas, sanções consideradas de pouco impacto em relação ao que a Europa
está ou pode vir a sofrer.
Ainda na senda da retaliação, a Comissão Europeia anunciou também impostos adicionais, em torno de 25 por cento, a uma lista de produtos fabricados nos EUA submetida à Organização Mundial do Comércio (OMC), que inclui produtos agrícolas como arroz, milho e tabaco, e produtos siderúrgicos, como veículos, motos, barcos e os materiais têxteis.
As regras da OMC permitem que a UE introduza tarifas correspondentes em valor aos danos causados pela decisão dos EUA sobre as suas exportações de aço e alumínio, que totalizaram 6,4 mil milhões em 2017, mas ao invés disso, a UE decidiu apenas aplicar 2,8 mil milhões dos seus direitos sobre os produtos norte-americanos.
No mês passado, Donald Trump, foi um pouco flexível ao concordar, no encontro com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, não impor tarifas sobre automóveis europeus, enquanto os dois lados tentarem romper outras barreiras comerciais e reinar o espirito de diálogo até diminuir a ameaça de um conflito comercial entre as duas potências.

Europa: o lado mais fraco
Como consequência das primeiras medidas, as importações de soja dos Estados Unidos pela União Europeia aumentaram 283 por cento no início da nova campanha de comercialização, de acordo com dados oficiais divulgados pela UE uma semana depois de o presidente Donald Trump ter fechado um acordo com os europeus para evitar uma disputa comercial semelhante a que o EUA trava com a China.