A União Nacional dos Trabalhadores Angolanos-Confederação Sindical (UNTA-CS) receia que o programa de privatizações possa causar despedimentos de trabalhadores. Em entrevista à RNA, o secretário-geral da UNTA, Manuel Viage defende ser legítimo que os sindicatos sejam considerados neste programa “o que ainda não aconteceu”. Para Manuel Viage este facto representa uma violação legal que consta da lei 21/92 da lei sindical que estabelece que as organizações sindicais devem emitir pareceres obrigatórios sobre todas as questões relacionadas com os interesses dos trabalhadores. Empregos estão acautelados Durante a sessão de apresentação do Propriv, uma fonte do Ministério das Finanças precisou que há garantias com base na lei da continuidade do objecto social das empresas a serem privatizadas, assim como o programa que for estabelecido para os trabalhadores. Acrescentou que no domínio das propostas das empresas que vierem a concorrer para a aquisição dos activos seja avaliada a capacidade que essas empresas têm para manter e garantir o número de trabalhadores que já estão empregados. De acordo com a fonte, a lei de base das privatizações estabelece um princípio de estabilidade do emprego, que define que esses trabalhadores tenham os seus direitos adquiridos ”, disse.
Referiu ainda, que essa justificação não prejudica uma eventual reestruturação da força de trabalho, desde que sejam cumpridos todos os pressupostos legais da lei geral de trabalho quer da legislação da segurança social. Sublinhou que o Estado não pode obrigar a questão da progressão da carreira, “mas vai impor que as empresas que venham a adquirir as participações tenham um programa específico para tal”. Referiu ainda, que se as empresas mostrarem capacidade de novos investimentos poderão ou não recorrer à empregabilidade de novos trabalhadores.