O Executivco identificou a existência de múltiplos níveis de intermediação, entre o local de produção e o de consumo, facto que origina perdas na competitividade do produto junto do consumidor.
Esta é uma das variáveis que o Projecto Integrado do Comércio Rural 2018/2022 identificou como barreira ao desenvolvimento da estratégia do Comércio e que visa ligar o campo a cidade.
A dispersão da produção agrícola, devido ao elevado número de explorações familiares de muito pequena dimensão, pelo país é encarada como um dos principais factores de constrangimento para o pleno desenvolvimento das várias estratégias previstas para o referido sector.
De acordo com decisões recentes do Governo de Angola, há, igualmente, entre os factores que condicionam a satisfatória produção agrícola, a reduzida produtividade, bem como o fraco financiamento direccionado para o desenvolvimento das iniciativas deste domínio.
Neste sentido, a Comissão Económica do Conselho de Ministros apreciou, ontem, durante uma reunião do órgão de apoio ao Presidente da República, um memorando de fundamentação para o Desenvolvimento e implementação do Projecto Integrado do Comércio Rural 2018/2022.
Neste documento estratégico, vem caracterizado os principais constrangimentos ao desenvolvimento e integração da produção nacional, nomeadamente no que diz respeito a relação necessária entre a produção e o escoamento.
Para o Ministério do Comércio, a quem se incumbe a concretização da estratégia do Governo nesse domínio, do ponto de vista do escoamento, há entre os constrangimentos identificados uma reduzida visibilidade entre a oferta e a procura. Por outro lado, existe também a dispersão dos agentes rurais, as divergências geográficas entre os maiores centros de consumo e os de produção, além dos elevados custos de distribuição.