Miguel Bondo Júnior, que falava durante o sexto Conselho Consultivo do Ministério de Geologia e Minas, que visou analisar a implementação da Estratégia do Executivo para o sector da Geologia e Minas, disse que deste valor 9.021 mil quilates de diamante representam o volume de diamantes produzidos e comercializados durante o ano passado.
Sobre o preço do diamante, durante este período, disse ter rondado os 120 dólares por quilate e gerou receitas fiscais orçados em 77 milhões de dólares. O sector industrial foi responsável pela produção de mais de oito milhões de quilates de diamantes, ao passo que a produção artesanal ultrapassou os 358 mil de quilates de diamantes.
Entre os principais destinos do diamante produzido em Angola, o governante indicou países como Emiratos Árabes Unidos, Israel, Bélgica e Suíça.
O quadro comparativo mostra que em 2016 a produção diamantífera, em toda extensão do território nacional, registou uma ligeira descida em relação ao mesmo período em 2015, altura em que se cifrou nos 1.182 quilates ano. Com este indicador, as receitas registaram uma descida de nove por cento, o que reduziu, igualmente, as receitas brutas em iguais percentagens.

Metas

Para 2017, a meta do sector é reforçar a parceria estratégica entre a diamantífera nacional e a homóloga Russa Alrosa, no âmbito das actividades de Prospecção. Por outro, interpretar os dados aérofisicos, geofísicos e terrestres, bem como as sondagens.
Além disso, consta, igualmente, das perspectivas do sector o tratamento destas mostras de grande volume com destaque para o Kimberlito de Luaxe, bem como o lançamento das actividades do kimberlito de CAT E42, sem deixar de parte o arranque do projecto Cangandala e início das actividades de produção no projectos Furicauma e Cacama ambos na Lunda Norte.
Comparado à mina mãe, em exploração há cerca de 20 anos, CAT 42 é uma espécie de filho, por existir” muita diferença com a “mina mãe”.
A entrada em funcionamento do CAT-E42 pode gerar receitas brutas de aproximadamente 200 milhões de dólares, nos próximos quatro anos, altura prevista para o início da exploração do projecto Luaxe, situado há cerca de 40 quilómetros, cujo quimberlito é “considerado o
terceiro maior a nível do mundo”
a nova mina de Catoca “agrega valores” no volume de produção e garantia de reserva de diamantes. Prova a determinação da empresa em prol da “minimização de
custos para maximizar lucros”.
A criação de pressupostos que viabilizaram o arranque, hoje, da mina foi um processo faseado. Iniciou a partir de 2015, a recolha e tratamento de “amostras de grande volume”
e outros parâmetros técnicos.

Produção artesanal

Dados postos a circular durante a prelecção indicam que o país conta com 60 cooperativas diamantíferas, que criaram mais de três mil postos de trabalho, dos quais 29 cooperativas em funcionamento efectivo, 11 em fase de implantação e mobilização e 20 em processo de criação.
Até à presente data, estão identificados 10 projectos mineiros em prospecção e 15 em fase de exploração. A província da Lunda Norte continua a liderar a lista de concessões diamantíferas à disposição dos investidores com um total de 54, seguido pela Lunda Sul com 33 concessões, ao paço que a província de Malanje conta com 27 e Bié detém 25 concessões diamantíferas.
A província de Moxico surge com 19 concessões, Uíje 10, Cuando Cubango com oito, Huíla e Cuanza Sul com sete concessões, respectivamente. Seguem-se as províncias de Huambo, Zaire e Cunene com duas concessões ao passo que a província do Namíbe aparece na cauda com uma concessão diamantífera.