Mais de 100 empresários de diversos sectores de actividade com realce para o agro-negócio, cooperativas e empreendedores que participaram no workshop sobre produção, promovido pelo Banco Angolano de Investimento (BAI), querem associar-se ao desenvolvimento das alternativas de importação consagradas no PRODESI/PAC. Os empresários esperam captar o montante disponível no BAI e aplicá-lo em projectos ambiciosos que, por sua vez, criem actividades socio-económicas com impacto na melhoria das condições de vida das comunidades locais, em especial às mais desfavorecidas. O director do Gabinete de Desenvolvimento Integrado do governo de Benguela, Samuel Maleze Quinda esclareceu que a província tem já 1.190 intenções de projectos nos domínios da agricultura, pescas, pecuária e indústria transformadora. “No dia 14 de Janeiro 19 projectos foram já remetidos aos bancos para a devida análise técnica e tratamento, 12 foram ao BAI, BNI e BFA, dos quais sete foram devolvidos para melhoramento. Dos 12 projectos em tratamento pelas áreas respectivas dos Bancos, nove são de agricultura, dois para as pescas e um para produção de sal”, enfatizou Samuel Maleze Quinda. O responsável lembrou igualmente que na preparação das suas intenções de projectos, os empresários da província de Benguela vão contar os préstimos do Instituto Nacional das Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), no que concerne a capacitação dos mesmos em matérias de plano de negócio, produtividade e marketing, visando a boa planificação, gestão financeira sustentável e uma equilibrada tesouraria com fluxos despesa/receita.

De referir que em Dezembro de 2019, o INAPEM formou 126 pequenos, médios e micro empresários da província de Benguela para enfrentarem com perspicácia o ambiente de negócios e melhorar a compreensão do PAC.
O BAI tem disponíveis cerca de 40 mil milhões de Kwanzas para financiar projectos de investimentos no quadro do Programa de Apoio ao Crédito (PAC) que se insere no Programa de apoio à produção, diversificação das exportações e substituição das importações (PRODESI).
Esse montante que, corresponde a 2,0 por cento dos seus activos em 2018, vai permitir potenciar os empresários que para isso serão obrigados a cumprir com rigor os aspectos chave na negociação do financiamento e as demais condições legalmente exigidas para aderirem aos 54 produtos bancários disponíveis.
De acordo com o Administrador Executivo do BAI as lições aprendidas de processos anteriores mostram que os seus clientes precisam preparar convenientemente os seus projectos incorporando estudos de viabilidade, capital próprio, análise consistente dos períodos de carência e de reembolso, acautelar o fundo de maneio, assim como as operações que envolvem a importação dos equipamentos.
O anúncio da verba foi feito pelo Administrador Executivo daquela instituição bancária, José Castilho, à margem do workshop, que decorreu sexta-feira última em Benguela, para mobilizar os potenciais investidores que são clientes do BAI.
“Os empresários da província de Benguela à procura de financiamento para projectos viáveis, que preparem bem as candidaturas, porque o BAI não vai facilitar a falta de transparência. Pautamos pelo rigor na concessão do crédito”, advertiu o Administrador Executivo do BAI.
De acordo com José Castilho, as empresas terão de ter robustez e capacidade de mobilizar fundos próprios, bem como estar preparadas para enfrentar um ambiente de negócios difícil, tendo acrescentado que depois do workshop realizado em Benguela, a sua Instituição vai continuar a interagir com empresários de outras províncias do país até ao final do mês de Março.
“A expectativa é criar melhor compreensão entre a Instituição financeira e os investidores criando maior aproximação entre o sector financeiro e o sector empresarial”, acrescentou o responsável.