O processo de diversificação em curso no país, está a corresponder aos propósitos do Acto Africano de Crescimento e Oportunidades (AGOA), que visa a expansão e o aprofundamento das relações comerciais entre os EUA e a África Subsahariana.
Segundo o representante comercial de Angola nos EUA, Manuel do Nascimento Júnior, que proferiu estas declarações durante a reunião intercalar do Agoa/2017, que decorreu recentemente na sede da União Africana, em Washington, processo de diversificação está a corresponder com os programas traçados pelo Executivo na geração de renda e da riqueza.
Além da expansão e o aprofundamento da relação comercial e de investimento com a África Subsaariana, a legislação do Agoa, visa também incentivar o crescimento e desenvolvimento económico, bem como a integração regional na economia global.
“Os países africanos estão preparados para apresentar um quadro socio-económico e jurídico-legal que permite desenvolver o processo do Agoa, que não se limita apenas às facilidades dos países do continente africano exportarem os seus produtos para os EUA, mas aflorar outros assuntos”, referiu Manuel do Nascimento Júnior.
Na sua opinião, os países africanos estão engajados para que, em uníssono, possam explorar todas as oportunidades junto dos Estados Unidos.
“Vamos continuar a apresentar ao Agoa as nossas propostas, criando um ambiente que permite que em Angola se desenvolvam todos os outros sectores, que vão permitir a diversificação económica”, referiu, tendo apontado o desafio de desenvolver os sectores dos mármores, madeira, o café, assim como produtos agro-pecuários e as peles de animais.
A nova legislação do AGOA, que prorroga a lei por 10 anos, foi aprovada pelo Congresso dos EUA em 25 de Junho de 2015, e assinada pelo ex-presidente, Barack Obama, em 29 de Junho do mesmo ano.
A prorrogação do acordo, assinada por Barack Obama, até Setembro de 2025 é a extensão mais longa desde que o acordo existe e, acima de tudo, irá proporcionar uma maior segurança aos exportadores africanos. Ao mesmo tempo que permite que as empresas tomem decisões de longo prazo alavancadas num mercado que lhe é favorável.
O encontro de Washington centrou-se igualmente na preparação do Fórum Agoa/2017, que terá lugar em Lomé (Togo), em Agosto deste ano.
Segundo os novos termos do acordo, há um incentivo claro às empresas e sectores que apoiam a empregabilidade das mulheres e o empreendedorismo.