O estudo sobre o impacto da adesão de Angola à Zona de Comércio Livre da SADC nas receitas alfandegárias, realizado entre Agosto e Novembro deste ano, encoraja o país a continuar com os esforços destinados a preparar as condições essenciais.
A revelação foi feita ontem, em Luanda, durante o workshop técnico de validação das condições de adesão, apresentado
pelo economista e docente universitário Carlos Lopes.
Durante a apresentação pública do relatório, Carlos Lopes explicou que Angola deve continuar com os esforços para que se preparem as
condições para implementar a Zona de Comércio Livre da SADC e outros elementos adjacentes do protocolo.
Segundo o economista, as acções de sensibilização e preparação das várias partes envolvidas, incluindo os empresários, devem ser um eixo de intervenção importante, uma vez que estes constituem um dos segmentos que será mais afectado pelos efeitos da adesão.
Por outra, o estudo considerou importante que se realizem mais eventos com base no levantamento de necessidades já efectuado, e que permitem sustentar, de forma mais rigorosa, as opções a tomar.
Para o alcance das metas, o estudo orienta, igualmente, que se estabeleça um calendário com metas temporais e de progresso
devidamente fixadas para preparar a implementação da Zona de Comércio Livre.

Capacidade produtiva
A criação das condições para o fomento da capacidade produtiva, melhoria das infra-estruturas e adequação dos sistemas de financiamento e acesso à informação relevante sobre a actividade comercial, bem como acelerar processos orientadores para a remoção dos obstáculos à circulação rodoviária, consta igualmente entre as recomendações para que o país possa avançar com segurança para o processo da adesão à Zona de Livre Comércio da SADC.
Em representação do ministro do Comércio, o secretário de Estado, Jaime Fortuna, disse que o Executivo vai continuar a trabalhar para que o país possa fazer parte da zona de livre comércio da SADC e aproveitar as oportunidades de negócio que o mercado regional oferece com o intuito de dinamizar a economia angolana.
A secretária Nacional da SADC, Beatriz de Morais, disse, por sua vez, que doravante o país já conta com um roteiro orientador para indicar os passos que vão ser seguidos rumo a uma adesão segura à zona de livre comércio.
Outra intervenção colhida no encontro foi da chefe-adjunta de cooperação da delegação da União Europeia em Angola, Marta Brites, que na ocasião sublinhou o facto de os processos de integração regional permitirem trazer não apenas um maior bem-estar económico e social aos cidadãos, mas também uma maior estabilidade e segurança no próprio continente. Lembrou que a União Europeia pretende partilhar com o seus homólogos angolanos uma experiência acumulada- ao longo dos 60 anos.
Por outra, a responsável explicou que o organismo que representa tem vindo a apoiar Angola nos domínios de estudo e investigação das políticas a adoptar, participação nas reuniões técnicas e ministeriais da SADC, bem como a capacitação de recursos humanos.