Representantes dos países africanos centralizarão hoje, na localidade italiana de L'Aquila, as suas ideias, viradas para o contínuo combate à pobreza e consequentemente a melhoria das condições de vida das populações, entre outros aspectos.

A centralização de ideias acontece no âmbito da cimeira de cúpula do G-8 (Grupo dos países mais desenvolvidos do mundo), que desde quarta-feira decorre na cidade de L'Aquila.

Angola, representada pelo seu Presidente, José Eduardo dos Santos, estará presente neste encontro, que decorrerá a cerca de 150 quilómetros de Roma.

Os líderes africanos de Angola, da África do Sul, Senegal, Egipto e do Ghana, analisarão também, com o G-8 e representantes dos mais importantes organismos e organizações internacionais, o aquecimento global, a crise económica internacional, e a situação política internacional.

Relativamente aos meandros desta cimeira do G-8, os seus líderes concordaram, na quarta-feira, numa redução em 80 porcento das suas emissões de gases com efeito de estufa até 2050 e defendem para os países emergentes uma redução de 50 porcento (50%) no mesmo período.

No entanto, segundo relatos de imprensa que cobrem esta cúpula do G-8, “ainda não há qualquer indicação sobre as metas e os custos, nem tão pouco sobre qual o ano base para a redução de 80 porcento.

Sabe-se que a Rússia discorda desta meta, argumentando que 80% são inaceitáveis e, provavelmente, impossíveis de cumprir, opinião igualmente apresentada pela França.

Dos bastidores desta cúpula do G-8, já surgiu a opinião do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, segundo a qual “os compromissos assumidos não são suficientes”.

Considera que o progresso conseguido pelo G-8 para o clima ainda é insuficiente. "Isto é um imperativo político e moral e uma responsabilidade histórica para o futuro da humanidade e mesmo para o futuro do planeta terra".

Relativamente à crise económica mundial, várias divergências emergiram a respeito das medidas a serem tomadas para a sua

recuperação.

Até sexta-feira devem ser debatidos ainda pontos importantes, como a reforma do sistema financeiro, com a Itália a propor a implementação de uma série de regras comuns no sector, bem como o desbloqueio do ciclo de Doha do diálogo com Teerão.