Depois de conquistar e consolidar os mercados das províncias da Huíla, Namibe, Cunene, Benguela e Luanda, a administração da fábrica de água de mesa vira agora as atenções para a exportação do produto à região da Comunidade de Desenvolvimento de Países da África Austral (SADC).
A expansão da água de mesa captada e engarrafada na serra da Chela foi revelada pelo administrador da fábrica, Valdemar Ribeiro, que anunciou a intenção como parte da estratégia a exportação do produto para os novos mercados.
Valdemar Ribeiro disse que tudo está encaminhado para que água seja exportada para os países da SADC onde a possibilidade de conquistar o mercado é maior a julgar pela qualidade e o preço competitivo em relação ao mesmo produto da concorrência.
A administração da fábrica afecta ao grupo empresarial “o Regente” sublinha que o estudo de mercado dos países focados já está realizado numa altura em que a empresa afina a estratégia para o projecto de expansão e a conquista de novos clientes.
“Temos preços competitivos. O nosso produto distingue-se pela qualidade e pelo potencial de produção. Os contactos para construir a cadeia de distribuição estão em curso com um grupo económico na região”, afirmou o empresário.
Valdemar Ribeiro disse que a parceria é uma possibilidade que não depende apenas da fábrica, por depender de “um conjunto de decisões de ambas as partes. “Esperamos levar avante esta parceria mas são necessários apoios das principias instituições do Estado”, disse.
A empresa prevê nos próximos tempos instalar a segunda linha de produção com maior capacidade para atender a demanda. A longo prazo a previsão é de construir mais linhas de produção pois entende que além de um produto de qualidade distinto na SADC e a capacidade para produzir e expandir para o mercado árabe.
Valdemar Ribeiro sublinha que entre o potencial nutricional da “Água Preciosa” está a consideração de líquido sem contra-indicações para mulheres lactentes, bebés e idosos, porque a empresa foca a saúde pública.
Por causa do foco na saúde pública a empresa luta para manter a melhor qualidade e conseguir o melhor preço. A meta é construir pelo menos quatro ou mais linhas de engarrafamento de água, sumos medicinais e água com gás. O projecto abrange também a edificação de uma fábrica de soro fisiológico.

Linha de produção
A fábrica de “Água Preciosa” resulta de um investimento avaliado em cerca de 10 milhões de dólares financiado pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA). O financiamento abrange a prospecção do aquífero do rio Nengolo com cerca milhões de metros cúbicos de água, construção de infra-estruturas, montagem de uma linha de produção com capacidade de produzir em média sete mil litros por hora.
O administrador da fábrica, Valdemar Ribeiro, explicou que com o uso da tecnologia foi possível localizar o lençol formado a milhares de anos no monte da Serra da Humpata e analisar na Europa a qualidade da água, que apresenta fortes propriedades naturais.
Valdemar Ribeiro explicou que o lençol freático contém águas especiais com propriedades naturais que não obriga a adição de produtos químicos. O processo de produção é antecedido com análises laboratoriais das águas, captação a cerca de dois mil metros de profundidade e inclui a elaboração de embalagens.
Anunciou a instalação de uma segunda linha nos próximos tempos que vai incluir a produção de bebidas espirituosas. Neste momento a empresa de produção de água de um litro e meio, meio litro, incluindo embalagens de água normal especial e desportiva. O projecto abrange uma área de 34 hectares
O administrador disse que apesar da automação da fábrica a nova unidade fabril gerou 20 postos de trabalho directos, além de proporcionar às populações locais a energia, estrada, água potável e outros benefícios sociais a favor das crianças da aldeia SOS.
Valdemar Ribeiro disse que no âmbito da responsabilidade social a empresa tem uma componente ambiental muito forte por isso investiu também na protecção dos 33 hectares para salvaguardar a fauna e a flora e evitar a poluição das águas.
“Os nossos projectos são económicos. Mas queremos ser uma empresa moderna. E uma empresa moderna não pode se dissociar da componente ambiental e social. Porque quanto melhor o ambiente social e natural mais a empresa tem sucessos”, argumentou.

Auto-suficiente
Dados do ministério da indústria apontam que o país é auto-suficiente no seguimento da água mineral por isso pode deixar de importar este produto de outros mercados. A província da Huíla conta com cinco fábricas de água mineral e o país com
mais de 50 unidades do género.
“Não há necessidade de importarmos água. Algumas leis internacionais exigem a importação mesmo com auto-suficiente. É possível admitirmos a importação destes produtos mais em quantidade que impossibilita a nossa indústria
funcionar e crescer”, defendeu.