Opresidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, considera que houve mudanças significativas na “Lei do Investimento Privado”. O responsável da AIA sustenta que na anterior Lei havia muitos constragimentos que não eram favoráveis para os empresários, sobretudo os estrangeiros. “O país precisa de acelerar o desenvolvimento económico e só com os recursos do petróleo não é possível”, disse José Severino. A AIA entende que Angola deveria ter ficado na quarta zona fronteriça para inverter o quadro de competitividade junto das economias como as da República Democrática do Congo, Namíbia e Zâmbia.

Incentivos devem ser definidos
José Severino afirma que a economia deve ser imperativa e não criar leis de aproximação. “As leis devem ter incentivos bem definidos, taxativos e fixos, a fim de facilitar toda cadeia”, acrescentou. O industrial aponta o sector da energia como sendo fundamental neste processo de aceleração da economia. Diz ser importante criar-se barragens de proximidades para facilitar o investimento. Por outro lado, considera ainda ser importante sermos transparente para que o mercado internacional possa encarar a economia angolana com confiança.

Manuel Novais
Por seu turno, o administrador comercial do grupo Eventos Arena, Manuel Novais, acredita que as alterações feitas à Lei do Investimento Privado vai facilitar a entrada de mais investidores e fomentar um melhor ambiente de negócios. Considera que as empresas serão melhor protegidas, e com isso, o Estado passa uma segurança aos agentes económicos quer nacionais, quer estrangeiros. “Embora hajaá alguns sectores considerados como sendo prioritários, mas a abertura que se criou poderá permitir que haja mais produção interna”, assegurou. Aumetar o investimento Com este novo instrumento jurídico, o Executivo pretende aumentar o investimento directo estrangeiro e reduzir a burocracia. A Nova Lei permite que o investidor privado possa admitir trabalhadores estrangeiros qualificados, devendo cumprir um rigoroso plano de formação e capacitação de técnicos nacionais.