A inserção competitiva de Angola no contexto mundial e africano representa uma vontade expressa do Executivo e uma opção estratégica para o alargamento das relações económicas e comerciais, constituindo um objectivo e parte do modelo de desenvolvimento económico da estratégia de longo prazo-Angola 2025/2050, segundo o secretário de Estado do Comércio, Amadeu de Jesus Leitão Nunes. O governante falava no primeiro workshop sobre Integração Comercial Regional e Desenvolvimento Económico de Angola. De acordo com o dirigente, a múltipla participação do país nas organizações regionais ainda não se traduziu no aumento do comércio de Angola com as Nações Africanas. Para alterar esse quadro, disse Amadeu Nunes, o Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) preconiza a criação de um quadro estável à integração regional comercial de Angola na SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), contribuindo para a abertura de novos mercados de exportação e para a redução dos custos de importação de bens intermediários. O workshop, que decorreu de 30 de Outubro a 1 de Novembro, na Escola Nacional de Administração (ENAD), teve como objectivo contribuir para a melhor integração de Angola nos mercados internacionais e regionais. O melhoramento da formulação de políticas comerciais, as competências de negociação em acordos comerciais internacionais e regionais, bem como a necessidade de elevação do conhecimento e da capacidade de usar dados e regulamentações para diversificar e acrescentar valor às exportações, também mereceram a atenção dos participantes. Em relação à Zona de Livre Comércio Tripartida, Amadeu Nunes disse que é composta por 26 países, membros de três comunidades económicas regionais da África Oriental e Austral, nomeadamente a COMESA, EAC e SADC, e representa um mercado potencial de 627 milhões de consumidores, com um PIB (Produto Interno Bruto) de 1.247 milhões de dólares americanos, equivalente a 52 por cento do PIB de África. Essencialmente, a formação visou capacitar os formandos em políticas e negociações comerciais, sobretudo na utilização de estatísticas sobre comércio de bens e informações de acesso ao mercado, incluindo pautas aduaneiras, medidas não-tarifárias e ferramentas para análise do comércio.

Infracções comerciais aumentam
no Huambo

Quinhentas e 46 infracções comerciais foram registadas, durante o III trimestre deste ano, na província do Huambo pelo Departamento de Inspecção e Fiscalização do Gabinete local do Comércio, Indústria e Geologia e Minas, mais 280 em relação ao período anterior.
Dados avançados ontem pela Angop, mostram que o acrescimo das infracções deve-se à intensificação das acções de fiscalização, resultante do aumento de mais 5 agentes fiscais.
Das 546 infracções, destacam-se a falta de alvará, de estrutura de cálculo de preços, factura de aquisição de mercadoria, certificado de habitabilidade e ausência de letreiros.
Na cadeia de comercialização, constam também a presença de produtos fora de prazo em vários estabelecimentos comerciais, falta de higiene, assim como trespasse ilegal de alvarás comerciais.
Em reacção, o chefe do Departamento de Inspecção e Fiscalização do Gabinete local do Comércio, Indústria e Geologia e Minas, Dinis Muenho, exortou os comerciantes no sentido de cumprirem com as normas do circuito comercial do país, para evitarem-se os habituais constrangimentos.