A produção de derivados de leite no projecto agro-pecuário Aldeia Nova poderá crescer nos primeiros meses de 2017, em consequência da entrega de 200 cabeças de gado bovino a 40 famílias de produtores beneficiários do projecto.
A entrega do gado, que aconteceu, esta semana, na localidade do Waco Kungo, visa sair da actual produção de leite que ronda os 94 mil por dia e elevar para a meta dos 190 mil litros/dia.
Para o director do projecto Aldeia Nova, Coby Triviski, a aposta com a introdução de novas cabeças de gado é superar a queda acentuada na produção de leite que o projecto agro-pecuário regista.
“É fundamental aumentar a produção de leite, tendo em conta a produção de iogurte, queijo e de outros derivados”, afirmou Coby Triviski. O responsável referiu que, com essa aposta, o Aldeia Nova SA pretende ser auto-sustentável e rentabilizar as unidades agro-industriais, de modo a favorecer o desenvolvimento socioeconómico dos pequenos agricultores e produtores da região.
O projecto Aldeia Nova comercializa leite e outros produtos como queijo, manteiga, gelados, iogurte, galinhas, pintos, milho, soja e ração animal, tendo como mercado Luanda, Benguela, Huambo, Malanje e Cuanza Sul. Com custos avaliados em cerca de 70,5 milhões de dólares, o projecto Aldeia Nova foi financiado pelo Governo angolano, em conjunto com o grupo israelita LR.

BREVES
DIPLOMACIA
Angola evita encerrar missões
O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, descartou esta semana, em Luanda, a possibilidade, por enquanto, de encerramento de missões diplomáticas de Angola no exterior, por conta da crise económica e financeira. Em declarações à Rádio Nacional de Angola, disse que numa primeira fase poderá acontecer a “redução drástica do pessoal externo das embaixadas”. Considerou importante manter as poucas missões diplomáticas do país, embora estejam a trabalhar com algumas dificuldades, por carência financeira.

AGRICULTURA
FAO apoia famílias no campo
Quinze mil famílias dos municípios dos Gambos (Huíla) e do Virei, província do Namibe, beneficiaram este ano de inputs agrícolas diversos, fornecidos pelo Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), no quadro de um projecto de fomento da agricultura. Segundo o representante da FAO na região Sul, Matteo Tonini, a acção se enquadra num projecto integrado de resiliência no Sul de Angola e Norte da Namíbia, implementado pela Organização Não Governamental (ONG) americana “Usaid”, avaliado em seis milhões de dólares.

PARECERIAS

Chineses reforçam nos negócios
Mais de 600 empresários angolanos e chineses estão interessados em intensificar parcerias, em diversos sectores económicos em Angola, com destaque para agricultura, indústria e infra-estruturas, anunciou o presidente da Câmara de Comércio Angola/China. Manuel Arnaldo Calado, que falava durante a inauguração do condomínio Pérola Imperial, afirmou que a instituição trabalha na criação de condições para que os empresários e investidores chineses continuem a olhar para Angola com confiança e a investir cada vez mais no país.