O economista Alves da Rocha considerou ontem, em Luanda, que o ambiente económico que o país vive é melhor, comparativamente ao da década de 80, em que várias empresas faliram, por falta de capacidade técnica e de gestão empresarial.
Ao falar sobre o tema “I Congresso Extraordinário do MPLA (1980) e as estratégias nos domínios político, económico e social”, Alves da Rocha sublinhou que o actual ambiente económico tem a vantagem de possuir uma base a iniciativa privada.
No II Colóquio Internacional sobre a História do MPLA, o economista falou igualmente sobre o programa de privatizações das empresas públicas em curso no país, alertando que se não haver eficiência, poderá fracassar.
Ainda sobre privatizações, o palestrante e economista Mário Nelson que apresentou “O II Congresso Ordinário do MPLA (1985) e o Programa de Saneamento Económico e Financeiro (SEF)”, lamentou que o programa tenha fracassado por “ambições pessoais”.
O SEF, segundo Mário Nelson, fracassou por ter havido resistência na aceitação da mudança da política económica do país.
Assumido como um dos protagonistas da criação do SEF, Mário Nelson lembrou que a implementação do programa se impunha na altura, para passar a uma economia de mercado.
No painel de hoje, o II do Colóquio, “desfilaram” no palco, palestrantes como Ngangolo Mbunda, representante da Namíbia, que agradeceu a contribuição de Angola na luta de libertação deste país do sudoeste de África.
Durante o tema “MPLA e a política para libertação da África Austral”, defendeu a eternização da data e transmissão dos conhecimentos da Batalha do Cuito Cuanavale aos jovens de ambos os estados.