Após dois anos e meio sem produção de oxigénio, a fábrica da Sociedade Angolana de Gases Comprimidos (Angases) retomou as suas operações na última quarta-feira, no município do Lobito, Benguela, depois de restabelecida a energiaeléctrica pela ENDE.
O director-geral adjunto da Angases, Leonardo Agostinho, disse em declarações à imprensa que a falta de electricidade em potência suficiente havia interrompido a produção de oxigénio no Lobito, mas as operações foram já normalizadas na quarta-feira, após a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) ter reparado a avaria eléctrica.
Lembrou que antes da suspensão da produção de oxigénio, a fábrica dependia de um gerador alternativo cuja avaria, associada aos elevados custos dos combustíveis, levaram a Administração da Angases “a tratar, em dois meses, do Posto de Transformação (PT) de energia no estabelecimento”.
Acrescentou que o PT tem uma potência de mil KVA, dos quais 700 são para o consumo da fábrica que, tal como antes, está a produzir diariamente 60 garrafas, de sete e cinco metros cúbicos, do gás acetileno e três mil litros de oxigénio, o equivalente a 90 mil litros mês.
Leonardo Agostinho considera que a energia eléctrica fornecida pela ENDE, vai ajudar também a estabilizar a produção na fábrica do Lobito, e que por isso, já não haverá motivos para falta de oxigénio nas unidades hospitalares e industriais da província de Benguela.
Questionado sobre a dívida em salários de 15 meses aos 24 trabalhadores no Lobito, o director-adjunto prometeu o pagamento dos ordenados assim que “haver condições financeiras para o fazer”, o que no seu entender, está por enquanto dependente das vendas no mercado.
Mas mostrou-se confiante na recuperação gradual da posição da Angases no mercado, por produzir gases de alta qualidade.