O potencial do pré-sal ango­lano, onde já foram noticiadas duas descobertas significativas, está a atrair várias empresas pe­trolíferas que operam no país, uma vez que as descobertas po­dem significar um aumento das reservas confirmadas.

Esta semana foi a petrolí­fera Statoil que revelou os seus projectos para Ango­la. O seu presidente disse à imprensa, no final de uma audiência que lhe foi conce­dida pelo Vice-presidente da República, que a Noruega tem interesse em participar na exploração de pré-sal em águas profundas angolanas.

Os projectos de investimen­to daquela petrolífera em An­gola, sobretudo no domínio da exploração do pré-sal angola­no em águas profundas, do­minaram o encontro entre Ma­nuel Vicente e Helge Lund.

No final do encontro, que decorreu na Cidade Alta, o presidente da Statoil disse que a Noruega está igualmente in­teressada em contribuir para o desenvolvimento da com­petência técnica da indústria petrolífera angolana.

Helge Lund lembrou que a Statoil é parceira da con­cessionária angolana Sonan­gol nos Blocos 16, 15, e 31. “Temos muito interesse em participar na exploração do projecto pré-sal angolano”, referiu o empresário, que anunciou já terem começado os estudos geológicos para depois se iniciar o processo de perfurações.

O presidente da Statoil afir­mou prematuro avançar ideias

Concretas sobre os resultados do projecto pré-sal, pois apenas os estudos geológicos determi­nam o desfecho do projecto. “As observações preliminares mostram que o trabalho vai le­var algum tempo. É difícil di­zer exactamente quais vão ser os resultados. Vamos esperar até 2014 para obtermos dados concretos. Tudo depende dos estudos geológicos que estão a ser efectuados”, referiu.