Angola e África do Sul estão a ensaiar novos termos de comércio para toranr as relações bilaterais para intensas. Em função disso, o vice-ministro sul-africano do Comércio e da Indústria, Buleni Magwanishe deslocou-se esta semana ao nosso país para a concretização dos objectivos.
Segundo o secretário de Estado do Comércio, Amadeu Nunes, a deslocação do seu homologo sul-africano ao nosso país serviu para abordar aspectos ligados ao comércio, sobretudo no que tange a formação empresarial profissional e da língua. A língua, segundo Amadeu Nunes, é o segundo aspecto fundamental muitas vezes visto como uma das barreiras nas operações comerciais. Os dois dirigentes falaram ainda sobre redução de taxas dos produtos importados da África do Sul.
O governante sul-africano disse, por outro lado, que as trocas comerciais entre a África do Sul e Angola em 2017 rondaram em 481,5 mil milhões de kwanzas em 2017.
Ao intervir no seminário de Negócios África do Sul/Angola, que decorre desde o passado dia 16 com término previsto para o próximo dia 21 do mês em curso, Bulelani Magwanishe sublinhou que as transacções derivam dos sectores de petrolíferos e minerais, esperando poder expandir as parcerias comerciais para outros sectores, com destaque para a agricultura, como forma de contribuir no processo de diversificação da economia angolana.
Por isso, disse que o grupo de empresários que está em Angola veio para fortalecer as relações, numa altura que os líderes africanos têm estado a fazer com que o continente africano cresça e ultrapasse os desafios económicos.
Lembrou que de 2003 a 2017 um total de 28 investimentos directores foram realizados, além dos projectos arquivados, um número de empresas investiu em vários sectores como financeiro e processamento.
Apontou por outro lado, os sectores da energia, negócio, infra-estruturas, viaturas, construção como sendo de extrema importância para ambos os países, para que haja transformação e crescimento inclusivo, creditando que a missão sul-africana irá trazer mais negócios e parcerias a Angola.
De acordo com o responsável, a África do Sul quer ter uma participação activa na agenda de crescimento económico na região, aumentando o comércio entre povos e nivelar o mercado entre os 54 países que fazem parte do continente, com mais de um bilião de cidadãos.