Um contrato de concessão para a construção, gestão e operação do Porto Comercial da cidade de Buba, na Guiné-Bissau, foi firmado sexta-feira última, em Bissau, entre a empresa angolana Bauxite-Angola e a Secretaria de Estado guineense dos Transportes e Comunicação.

O facto foi revelado na segunda-feira, em Dakar, pela ministra da Economia, Plano e Integração Regional da Guiné-Bissau, Helena Nosolini Embalo, em entrevista à Angop, à margem das assembleias anuais do Gruyo do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) que decorrem na capital senegalesa.

O contrato, com uma vigência de 30 anos, foi assinado pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Bauxite-Angola, Bernardo Campos, e pelo secretário de Estado dos Transportes da Guiné-Bissau, José Carlos Esteves. Prevê investimentos na construção das infra-estruturas portuárias de Buba na ordem dos 60 milhões e 600 mil dólares norte-americanos.

Por outro lado, a ministra Helena Embalo declarou à Angop que está em curso no país um processo de reformas estruturais (abrangentes) no domínio da Defesa e Segurança, Administração Pública, Sistema Fiscal e Financeiro, no quadro de um amplo programa de Reestruturação Económica do governo, negociado com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com a governante guineense, o Programa de Reestruturação Económica vai permitir estabelecer novos programas e metas de "assistência pós-conflito e saneamento das Finanças Públicas".

O grande objectivo das reformas é alcançar um crescimento acelerado na diversificação da economia da Guiné-Bissau, tirar o país da condição de exportador de um único produto, a castanha de cajú, cujo preço está seriamente afectado pela crise no mercado internacional, disse.

Referiu que o caju representa cerca de 90 porcento das receitas da Guiné-Bissau, pelo que a queda do preço deste produto no mercado, devido à crise mundial, "agrava ainda mais a já débil situação económico-financeira do país".

Para a ministra Helena Embala, a actual crise financeira afecta também os ingressos no país provenientes dos emigrantes guineenses, na ordem de 10 por cento.