O Ministério do Comércio, através do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), de Portugal, assinaram, segunda-feira em Luanda, um protocolo que permitirá maior cooperação no âmbito da formação de técnicos angolanos, troca de informação, bem como apoio de carácter técnico na realização de algumas análises laboratoriais.
O protocolo foi rubricado nas instalações do Ministério do Comércio pelo director-geral do Inadec, Diógenes de Oliveira, pela parte angolana, e pelo inspector-geral da Asae, Pedro Portugal Gaspar, pela parte portuguesa. O acto foi testemunhado pelo inspector-geral da Administração do Estado, Sebastião Ngunza, o secretário-geral do Ministério do Comércio, Francisco Eduardo Beny, em representação do ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior.
Segundo Pedro Portugal, a Asae existe há 14 anos e resulta da junção de várias instituições com competências policiais e de autoridade administrativa, o que lhe permite actuar pela segurança alimentar e económica do Estado português.
“Há bons exemplos, em Angola, de estabelecimento que oferecem segurança, tanto na fase produtiva como na de comercialização e ponto final de contacto ao consumidor, pois a segurança alimentar é muito importante para qualquer país”. disse o responsável
Durante a cerimónia de assinatura do protocolo, Pedro Portugal disse que “os protocolos nascem nesses momentos importantes e solenes e, depois, têm de ser vividos, sob pena de serem mais virtuais do que reais. Daí a importância em iniciarmos logo de imediato com uma acção de formação. É a demonstração de que este protocolo é para ser vivido e implementado”.

Formação de quadros
Sessenta e oito técnicos iniciaram, imediatamente, após a assinatura do protocolo, uma formação de formadores dirigida aos técnicos do Inadec, dos quais 8 vindos das regiões Norte, Sul, Leste e Oeste do país, os quais se encarregarão de formar os técnicos dessas regiões, por não haver condições de agregar todos na presente sessão formativa.
A formação visa reforçar a capacidade dos técnicos e habilitar formadores para ministrarem, ao nível nacional, outras acções formativas em matéria de higiene e segurança alimentar, fiscalização e recolha de amostra para análises laboratoriais.