O Angola LNG lançou segunda-feira programa de construção de um gasoduto para transportar gás associado e não associado do mar á costa, no âmbito do projecto de produção de gás liquefeito.

Na ocasião, o director de relações públicas e governamentais da Angola LNG, Laurentino Silva, disse que a empreitada, de mais de 25 quilómetros de extensão, vai durar 18 meses e estará a cargo de duas construtoras, nomeadamente a "Acergy" para parte em offshore e a "Spie" para as obras em on-shore.

"O projecto está a dar os passos necessários para a sua implementação. Já cumprimos várias etapas, e hoje estamos em mais uma que está relacionada com o início das actividades do gasoduto", frisou.

Por sua vez, o técnico sénior da Chevron Greg Greenleaf disse que o gasoduto terá três linhas de 22, 20 e 18 polegadas, incluindo um acessório em fibra óptica para controlo electrónico da pressão, temperatura e detecção de avarias.

O gasoduto servirá de condução do gás associado e não associado que sairá das instalações de produção na zona marítima (offshore) dos Blocos 0, 1, 2, 14, 15, 17 e 18 para a planta das instalações de tratamento e processamento de Gás Natural Liquefeito (LNG), bem como Gás de Petróleo Liquefeito (LPG) e condensados.

Acrescentou que inicialmente a planta irá possuir um trem com uma capacidade de produção diária de 900 milhões de pés cúbicos de gás.

O administrador municipal do Soyo, Manuel António, presente no acto, considerou de extrema importância para a economia nacional o lançamento da obra, numa altura que o governo local continua a desenvolver esforços para libertação completa do espaço de implantação do sub-projecto, ocupado pelos camponeses.

As autoridades tradicionais e a direcção da Angola LNG, no âmbito das suas responsabilidades sociais, estão a seleccionar um novo espaço onde mais de quatro mil camponeses deverão transferir-se para dar continuidade da actividade agrícola.

O projecto Angola LNG, em implementação desde 2006, no quadro da política do Governo angolano, com vista a eliminar todo o tipo de queima do gás natural, já passou da fase de limpeza e estudo de investigação de solos para a fase de construção da fábrica e instalações de apoio, desde 2008, devendo estar concluído em 2011.

O projecto é uma "joint-venture" que conta com a participação da BP Exploration 13,6%, Chevron 36,4%, ExonMobil 13,6%, Sonangol 22,8% e Total 13,6%.