O Embaixador da República da China em Angola, Gong Tao, afirmou, em Luanda, que o seu país está disponível para ampliar a cooperação económica com Angola além das tradicionais linhas de crédito.

A afirmação foi feita à saída duma audiência concedida pelo Ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, onde foram abordados, entre outros temas, a cooperação entre os dois países, com principal destaque para a primeira edição da Exposição Económica e Comercial China-África, que será organizada pelo Ministério do Comércio daquele país de 27 a 29 de Junho do corrente ano, em Changsha, Hunan.
Na qualidade de convidada de honra, Angola leva uma delegação chefiada pelo Ministro do Comércio, onde integram representantes de outros departamentos ministeriais, órgãos de promoção do comércio e investimento, câmaras de comércio e associações empresariais.
As relações diplomáticas Angola e China datam de há 36 anos. O gigante asiático continua a ser o primeiro parceiro comercial de Angola e o primeiro importador do petróleo angolano.
A economia da China é a segunda maior do mundo. É a nação com o maior crescimento económico dos últimos 25 anos, com a média do crescimento do PIB em 10 por cento por ano.
O comércio de Angola com a China atingiu um valor de usd 4.752 milhões entre Janeiro e Fevereiro deste ano, um aumento de 2,89 por cento, que é devido ao crescimento das exportações de Luanda para Pequim, muito provavelmente petróleo bruto, de acordo com os dados dos Serviços de Estatísticas das Alfândegas Chinesas, citados pelo Fórum Macau.
As empresas chinesas exportaram, de Janeiro para Fevereiro, bens no valor de usd 266 milhões de dólares (menos 31,23% que em igual período de 2018) e importaram produtos no valor de usd 4.486 milhões (mais 6,02%). No entanto, no mês de Fevereiro, o comércio entre os dois países retraiu-se, em comparação com o de Janeiro, situando-se em usd 2.174 milhões, menos 15,6 por cento que no primeiro mês do ano. As compras de Pequim a Luanda ficaram nos 90,2 milhões de dólares, tendo Angola vendido à China bens avaliados em usd 2.084 milhões.
A balança comercial com a China mantém-se francamente favorável a Angola. O Brasil continua a ser o principal parceiro da China, não só entre os países de língua portuguesa, como em termos mundiais, com as trocas entre os dois países a atingirem 17.354 milhões de dólares entre Janeiro e Fevereiro, mais 19,75 por cento que em igual período do ano passado. Segue-se Angola, Portugal e Moçambique.