Os cuidados e tratamento do VIH em Angola são bastante onerosos, estando calculados anualmente em 3.850 milhões de dólares norte-americanos.
A informação apurada é de que cada teste rápido custa 1,1 dólar, com base em estimativas das Nações Unidas.
Os dados constam de um informe sobre a campanha nacional “Nascer Livre para Brilhar”, que será lançada a 01 de Dezembro próximo no Luena (Moxico), pela primeira-dama da República, Ana Dias Lourenço.
Na terça-feira desta semana, promoveu-se um encontro (meeting) com jornalistas para se desbruçar sobre o assunto, tendo participado os secretários de Estado da Comunicação Social, Celso Malavoloneke e da Saúde José Vieira Dias Cunha e Lúcia Furtado, directora-geral do Instituto Nacional de Luta Contra o Sida (INLS).
À margem do encontro, a reportagem do Jornal de Economia & Finanças procurou saber junto da responsável de luta contra a epidemia sobre o impacto do HIV na economia nacional, mas referiu que os estudos estão ainda a serem feitos para determinar a realidade concreta, quer em termos de pessoas que vivem com a enfermidade no sector formal, quer no sector informal da economia nacional. “Ainda não foi realizado um estudo nacional dos custos de um paciente com VIH/SIDA para o Sistema de Saúde”, disse Lúcia Furtado. Do número revelado, o custo total do tratamento com antí-retroviral deveria incluir os custos directos (medicamentos e exames específicos) e indirectos (Recursos Humanos, outros medicamentos e exames necessários). Quase 70% dos pacientes são diagnosticados em estádio avançados, o que significa gastos com profilaxias, exames e internamentos. Segundo o documento, actualmente, mede-se os custos directos de um paciente com VIH para o INLS: Paciente em primeira linha de tratamento, incluindo os principais exames para avaliar a eficácia do tratamento em preços internacionais (Nações Unidas) com preço mínimo de 300 dólares.
O tratamento de primeira linha/ano pode custar cerca de 120 de dólares, pois depende do esquema utilizado.