O ministro da Economia, Manuel Nunes Júnior, afirmou nesta segunda-feira, em Luanda, que a economia angolana apresentou uma taxa média de crescimento de 9,6 porcento, no período de 1989 a 2007, e registou um crescimento de 92,4 porcento em termos reais no período de 2004 a 2007.

Manuel Júnior, que discursava na abertura do Fórum Económico-Empresarial Angola-Países Baixos, considerou, por isso, que a economia angolana está entre as que mais crescem no mundo, com a consolidação da estabilidade política.

De acordo com o ministro, os resultados mostram que em apenas quatro anos “quase que duplicou o Produto Interno Bruto (PIB), o que é assinalável, já que corresponde a uma taxa média anual de crescimento real de aproximadamente 17,8 porcento”,

Referiu, por outro lado, que Angola tem garantido a reconstrução nacional e, ao mesmo tempo, dado “passos seguros” no sentido da estabilidade macroeconómica e do estabelecimento das bases para um desenvolvimento económico “robusto”.

“A estabilidade política e os investimentos na reabilitação e modernização das infra-estruturas produtivas e sociais têm conduzido à uma maior circulação de mercadorias e pessoas, ao aumento do investimento privado nacional e estrangeiro e a alterações estruturais fundamentais na economia”, sublinhou.

Assinalando os resultados da diversificação da economia angolana, Manuel Júnior disse aos empresários holandeses que desde 2006, o “PIB não petrolífero tem crescido a um ritmo superior ao do sector petrolífero, o que constitui um sinal positivo”.

O ministro referiu também que a moeda nacional (Kwanza) tem-se mantido estável, exercendo com mais efectividade o seu papel de meio de troca e reserva de valor.

“Depois do período de hiper inflação, em que atingiu-se, em 1996, uma taxa acumulada de três mil porcento, o país tem registado nos últimos anos taxas de inflação próximas dos 10 porcento, nomeadamente 12,2 porcento em 2006, 11,79 porcento em 2007 e 12,8 em 2008”, apontou.

O ministro da Economia reafirmou que, embora com abrandamento devido a crise financeira internacional, a economia angolana vai continuar a crescer, em 2009, num ambiente de estabilidade e com uma taxa acima de três porcento (taxa de crescimento da população).

Em seu entender, o crescimento é fundamental para que Angola prossiga com os seus programas de combate à pobreza e à miséria, desenvolva os principais projectos de reabilitação de infra-estruturas e fomente a actividade produtiva e as reformas institucionais.