Angola melhorou 20 lugares no ranking do Banco Mundial sobre a facilidade de investimento, de começar o negócio, obtenção de licença de construção e de empregar o pessoal. De acordo com os dados apresentados quarta-feira pela KPMG, empresa de consultoria e de assessoria a nível mundial, apesar dessas melhorias ainda há muito que se fazer para dinamizar a economia. Por exemplo, viu-se que demora-se mais dias para tratar um registo de propriedade, na protecção de investidores, concepção de vistos, licença de construção, obtenção de créditos, no pagamento de impostos, entre outros serviços.

Os resultados positivos alcançados devem-se também ao trabalho da Agência Nacional do Investimento Privado (ANIP), no dinamismo e vontade que tem desenvolvido, criando facilidade para atrair investimentos de empresas estrangeiras no país.

O estudo da KPMG mostra que ainda há muito a percorrer na desburocratização da administração pública e naquilo que é a simplificação de processos, que tem a ver com a abertura de empresas, de crédito, licenças e autorizações. E também o estudo mostra que, quanto mais cedo se fizer e ultrapassar esses constrangimentos, o país terá como consequência mais investimento.

Sobre a crise económica o director geral da KPMG, José Carvalho, disse que há dois tipos de medidas que devem ser adoptadas para preparar o país face ao impacto da crise financeira que está a chegar a Angola, de forma indirecta.

José Carvalho refere que as medidas que estão a ser tomadas têm como objectivo, por exemplo, manter o nível de reservas do país, e as outras visam a contenção da diminuição de reservas, isto no campo financeiro. Outro tipo de medida que está a ser implementada e que, no seu entendimento, tem um grande potencial para promover o desenvolvimento regional, é a diversificação da economia. “Os programas que estão a ser desenvolvidas no sector das pescas, agricultura, e indústria extractiva e de transformação, são iniciativas importantes, porque acabam por ser um escape, numa época de crise”, disse.

Angola pode aproveitar rapidamente para desenvolver-se naquilo que são os sectores ainda não desenvolvidos e que não dependem directamente das variações do preço do petróleo e da capacidade do mercado nacional de absorver os diamantes. Como consultor considera importante a diversificação, e naquilo que são as iniciativas do governo, reiterou a importância do desenvolvimento dos sectores não petrolíferos como medida para propiciar um cenário macro-económico positivo.