O processo de criação de um ambiente favorável de comércio no mercado nacional tem melhorado significativamente nesses últimos anos, a julgar pelo aumento da facilidade de negócio que o país tem proporcionado aos comerciantes. Dados divulgados indicam que Angola melhorou a sua posição na clasificação do “Doing Business” de 2018, passando na posição 170 de 2017 para 175, segundo o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD” no seu informe anual sobre “Desempenho e Perspectivas de África 2018”. No caso da classificação do ambiente de negócios, o BAD cita o relatório do Banco Mundial (BM) para este ano. Nos últimos anos, vários programas de criação de negócios foram criados em Angola, como forma de dar mais emprego aos cidadãos e criar um ambiente microeconómico favorável para o aparecimento de micro e pequenas empresas. O relatório do BM, do “Doing Business” de 2017, assegurava que o país se encontrava no grupo de economias que implementaram três reformas que proporcionaram um clima favorável para a criação de negócio. Assim, no período entre 2 de Junho de 2016 e 1 de Junho de 2017, o Doing Business registou 264 reformas aumentando a facilidade de se fazer negócios no mundo - 119 economias implementaram pelo menos uma reforma nas diferentes áreas medidas pelo programa. Várias economias da África Subsahariana implementaram três ou mais reformas no último ano, incluindo o Quénia (6 reformas), Mauritânia, Nigéria, Rwanda e Senegal (5 reformas cada), Malawi, Maurícia e Níger (4 reformas cada) e Angola, Benim, Cabo Verde e Zâmbia (3 reformas cada). Desde o seu lançamento o “Doing Business”, registou 3.188 reformas. A Zâmbia implementou um sistema global informatizado para dados aduaneiros (Asycuda), permitindo assim que as empresas pratiquem com mais facilidade a sua actividade comercial além-fronteiras, enquanto Angola e Moçambique facilitaram o comércio transfronteiriço melhorando a infra-estrutura portuária. Em 2017, realizaram-se um total de 83 reformas na área de negócios, ultrapassando as 80 do ano anterior. Assim, nos últimos 15 anos, concluiu-se um total de 798 reformas nas 48 economias da região, monitorizadas pelo Doing Business 2018: Reformar para gerar empregos. A África Subsahariana continua a enfrentar dificuldades na área de obtenção de electricidade. Em média, demora cerca de 115 dias para se obter uma ligação eléctrica na região.