O presidente em exercício do Conselho de Administração da Angola Telecom, Eduardo Sebastião, disse na última segunda-feira, em Luanda, que a empresa que dirige vai investir cerca de 400 milhões de dólares, para o funcionamento efectivo da nova operadora de telefonia móvel.
Eduardo Sebastião, que falava à imprensa, no âmbito dos 26 anos da empresa, assinalados na última terça-feira (6 de Março), explicou que o objectivo é disponibilizar mais uma opção de telefonia móvel aos angolanos, a altura de competir com as operadoras
existentes no mercado.
Sem avançar datas para o lançamento oficial da nova operadora, o gestor precisou apenas, que o facto da empresa contar com património imobiliário e equipamentos a altura do investimento, vai contribuir na redução de custos entre 200 e 400 milhões de dólares.

Cabines públicas
Entre as metas a alcançar pela empresa a curto prazo, consta igualmente o relançamento do negócio dos telefones públicos em toda extensão
do território nacional.
Segundo informou, neste momento decorrem os trabalhos de estudo do mercado, assim como avaliação das condições humanas e materiais para se retomar o negócio. O PCA precisou que a empresa dispõe de um total de 1.500 cabines de telefones públicos, que vão ser
montados numa primeira fase.
Por outro, explicou, que a retoma dos telefones públicos (cabines públicas), passa igualmente, pela revitalização da rede de cabos de fibra óptica, assim como os cabos de cobre, danificados em algumas artérias da cidade, face as obras em curso
um pouco por todo o país.

Redução de custos
Três meses depois da tomada de posse, a comissão de gestão em exercício reduziu os custos operacionais da empresa em combustíveis de 9 milhões de kwanzas mês, para três. No cômputo geral, a empresa já reduziu os custos operacionais de 130 por cento mês, para menos de 100 por cento sobre a facturação. Até o final deste ano, a meta é atingir os 70 por cento
em relação à facturação.

Privatização
Quanto ao processo de privatização em bolsa, o gestor esclareceu, que serão comercializadas em bolsa um total de 45 por cento do total
de acções da empresa.
Neste momento decorrem os estudos de mercado, assim como a recepção de propostas de aquisição das acções por comercializar na bolsa de valores e Dívidas de Angola. Para assegurar a sua responsabilidade social, o Estado vai continuar na condição
de sócio maioritário.

Dívida pública
Para recuperar a dívida estimada em mais de 10 mil milhões de kwanzas, a empresa tem em curso um plano de acção, que consiste em pressionar os clientes, público e privados, na superação deste fundo.
Neste momento o plano de acção decorre em 30 por cento pelo que, a meta é atingir os 100 por cento de actuação efectiva para recuperar a dívida. Entre os maiores devedores consta o estado angolano, seguido por entes privados e singulares.
Questionado sobre a importância do Infrasat1, na expansão do seu negócio, o gestor sublinhou, que esta plataforma vai contribuir na extensão da telefonia móvel, assim como a internet e o serviço de dados, até as zonas
mais recônditas do país.

Formação
A formação de quadros, constitui a outra aposta da empresa, que conta com apenas 20 por cento de quadros, com o ensino superior concluído. Os técnicos médios, constituem uma franja considerável, já os de nível base a maioria.
De modo a inverter o actual quadro, a empresa vai implementar um conjunto de medidas destinadas à melhorar as habilidades e competências dos trabalhadores, nas
mais variadas áreas do saber.
De modo a enquadrar os recém-formados nas diferentes áreas de actuação, a empresa conta com um plano de estágio de integração profissional, destinada a adoptar os técnicos de competência e habilidades necessárias, para uma melhor actuação.
A empresa conta com um total de 997 trabalhadores,
dos quais dois expatriados.
A Angola Telecom detém a maior quota de mercado em telefonia fixa e constitui o maior fornecedor do serviço às empresas quer
públicas e privadas.
Entre os produtos comercializados pela empresa, o destaque recai para serviços de voz, dados, para empresas
e particulares.

Paticipações
Actualmente, a empresa dispõe de um conjunto de negócios distribuídos nos diferentes sectores das telecomunicações, com destaque para Angola Cable, onde a Angola Telecom, detém um total de 51 por cento das acções, segue-se Angola Cable com 51, TV Cabo
com 50 e Movicel com 18.