O secretário de Estado do Comércio, Amadeu de Jesus Alves Leitão Nunes, anunciou no Lubango, Huíla, que a partir de 2020, Angola vai estar efectivamente incluída na Zona do Comércio Livre da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
O governante, que falava no final do Workshop Regional Sul sobre a “Zona de Livre Comércio Continental Africano”, onde participaram agentes económicos e membros dos governos provinciais da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando Cubango, disse que a entrada de Angola no comércio livre da SADC, vai permitir colocar também os produtos nacionais no mercado internacional.
Durante o workshop, foram debatidos temas como “Conceito de Integração Regional”, “Acordos Comerciais Regionais”, “Etapas do processo de integração regional”, “A Integração regional na África Austral”, “Angola na implementação da ZCL da SADC”, “A problemática de integração regional em África”, “Oportunidades de negócio para as PME e “Desafios e perspectivas para o futuro”.
Afirmou que Angola ratificou o Protocolo sobre trocas comerciais da SADC, através da Resolução nº 5/03, de 25 de Fevereiro da Assembleia Nacional. Acrescentou que para a implementação da Zona de Comércio Livre da SADC e elaboração da Estratégia de Negociação de Angola, foi criado o grupo técnico multisectorial de negociação e implementação do protocolo sobre trocas comerciais, através do Despacho Presidencial nº 148/14.
O secretário de Estado do Comércio, Amadeu de Jesus Alves Leitão Nunes disse que o processo de integração económica regional pode decorrer em cinco etapas ou estágios, deferindo cada uma delas das outras pelo grau de integração, tais como a zona de livre comércio, onde são eliminadas as barreiras tarifárias e não tarifárias, principalmente o comércio substancial,
negociado entre os membros.
Referiu que a União Aduaneira, que progride para a adopção de uma tarifa externa comum aplicável aos Estados-Membros transfere a sua soberania em matéria de política comercial e mercado comum, e os membros da União Aduaneira adoptam uma política comum sobre o estabelecimento das quatro liberdades: livre circulação de bens, serviços, trabalho e capital.
Declarou também, que a União Económica, onde a transferência da soberania é acrescida, será estabelecida uma única autoridade supranacional para coordenar a política económica de integração total, onde a economia é unificada e as políticas económicas e monetárias conduzidas por uma
autoridade supranacional.
Disse que na região, existe um mercado de 300 milhões de habitantes, ressaltando que só no lado de Angola, o comércio com a RDC já é acentuado.