A Câmara de Comércio e indústria de Angola/Emirados Árabes Unidos, que apresentou o seu plano de acção na última terça-feira, pretende trabalhar no aumento das trocas comerciais entre os dois países e equilibrar a balança de pagamentos.
Os últimos dados estatísticos referentes a 2018, apontam as exportações dos Emirados Árabes Unidos atingiram os 169 mil milhões de kwanzas contra 69 mil milhões de Angola.
Com o surgimento desta organização empresarial pretende-se atrair mais investidores e promover trocas comerciais “vantajosas”  para os dois países, de acordo o coordenador da Comissão instaladora da câmara, Vando Matias.
“A balança de pagamentos, actualmente, é mais favorável  para os  Emirados  Árabes Unidos e  com  a  instalação da câmara pretendemos  reverter  este quadro,   exportando mais  produtos  para aquele  país”,  disse  Vando  Matias em declarações à Angop.
Angola exporta para os Emirados Árabes Unidos apenas diamantes, uma tendência que será invertida, já que a câmara quer um peso significativo na pauta dos produtos eleitos pelo Executivo para exportação, de acordo com a fonte.   
Um dos passos a dar é a promoção, no princípio de 2020,de uma exposição de produtos diversos, com destaque para agrícolas, para as “grandes” cadeias comerciais dos Emirados.
No âmbito das relações estabelecidas entre os dois países, a câmara quer “arrastar” investimento directo dos Emirados e promover a exportação de produtos agrícolas, madeira, mármore e granito para aquele país.  
Sem avançar números, referiu que aumenta o número de empresários interessados em investir  em  Angola, nos mais variados ramos, facto que  vai influenciar  o comportamento positivo das exportações angolanas.
Investimentos dos Emirados Árabes Unidos já acontecem em Angola, como por exemplo, fábrica de produção de equipamentos de mecanização agrícola a ser erguida na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda/Bengo.
Enquanto isso, decorrem estudos para investimentos dos Emirados no domínio da agricultura.
Empresas como a DP-World que operadora na rede portuária internacional com sede em Dubai e outras ligadas à gestão de espaços aeroportuários, do grupo da companhia Emirates Airlines já manifestaram o interesse em
investir em Angola.