Seis empresas angolanas vão participar na Feira de Comércio e exposição de embalagens na África do Sul a ser realizada de 12 a 15 de Março próximo. A informação foi avançada ao JE, pelo presidente da Associação dos Industriais (AIA), José Severino.
O responsável disse que a indústria sul-africana de embalagens é a mais desenvolvida da região. Em África encontram-se impladas somente na Namíbia e em Angola, que se dedicam exclusivamante à produção de latas para bebidas.
“Elas têm suporte em matérias-primas locais, como alumínio, papel e polímeros químicos e por isso podem realizar uma feira desta estirpe. As embalagens são fundamentais para o desenvolvimento industrial,” frisou.

Mercado
José Severino apontou que no mercado nacional funcionam segmentos de embalagens ligadas ao plástico como garrafas, bidões, cápsulas, recargas para garrafas, caixas, rolos, contentores de lixo e paletes, assim como de cartão canelado virado a caixas de cartão para peixe, cartão liso utilizado para bens industriais, sacaria ráfia para produtos agrícolas, sal e farinha de peixe
e de papel para o cimento.
Consta também embalagens de vidro para garrafas para cerveja e refrigerantes, chapa de alumínio e de ferro,
e de ferro para tambores.
Quanto às necessidades reais da indústria neste segmento, constitui-se numa base interessante para o desenvolvimento económico no domínio da industrialização.
Aponta que ainda existem espaços para mais unidades como a recentemente inaugurada na Catumbela, em Benguela, no domínio do cartão e em especial nas embalagens de vidro de menor dimensão sobretudo para conserva de vegetais.
“E há um défice de embalagens de chapa de Flandres para embalagens de peixe, e tambores para combustíveis e óleos”, disse.
O entrevistado considera que a indústria da embalagem é um sector estratégico para o sector produtivo, justifica que sem ele as empresas industriais (pesca, agricultura e indústria) estarão no risco da falência por impedimento a circulação de bens.
“Sem dúvida também é uma boa área para se investir embora condicionada a dificuldades cambiais e dependentes de matérias-primas importadas”, frisou.
Por isso, considera uma “pedra de toque” para a competitividade e solicita a reposição da indústria de celulose e papel, assim como a inovação da fábrica de polímeros de plástico.
Com a realização do evento, os representantes das empresas que participarão possam ter novos conhecimentos da área da actuação.
“Nós precisamos de aprender muito com os empresários sul-africanos, que dominam bem o segmento de embalagens”, afirmou, tendo apelado, porém, que os empresários sejam apoiados com juros baixos na implementação
dos seus projectos.