Pelo menos 56 trabalhadores da Sociedade de Desenvolvimento do Pólo Agro-Industrial de Capanda ( SODEPAC), estão há onze meses sem os seus salários, facto que deixou preocupado o ministro da Agricultura e Florestas, António de Assis, que efectuou uma visita de trabalhou no último fim-de-semana a Malanje, onde radiografou as infra-estruturas.

António de Assis garantiu que o problema dos salários em atraso a mais de onze meses vai ser resolvido, tendo exortado os funcionários da instituição a não abandonarem seus os posto de trabalho.
“Posso garantir que o problema dos salários serão resolvidos, mas devem continuar a trabalhar, e não há ordens para fechar a estrutura e serem mandados para casa. Isso não vai acontecer, por isso podem retomar os trabalhos a partir de segunda-feira próxima (19)”, garantiu o ministro da Agricultura e Floresta.
António de Assis referiu ainda, a necessidade de se preservar o empreendimento, pois constitui um património de todos e a fonte de sobrevivência de muitas famílias.
“Felicito os trabalhos realizados até agora, não obstante todas as dificuldades vividas, eu e a minha equipa queremos expressar -vos o nosso profundo sentimento de gratidão por aquilo que vocês foram capazes de realizar, pois somos nós na qualidade de angolanos que devemos continuar a trabalhar com o nosso saber e capacidade para ajudar o nosso povo”, realçou o governante .
O presidente de Conselho do Gabinete de Estudos de Gestão e Activo, Walter Barros, fez saber que a SODEPAC, entidade gestora do Poló Agro Industrial de Capanda, não foi privatizada, mas sim extinta, e está em processo de liquidação, até encontrar-se junto do Ministério da Agricultura e Floresta uma nova entidade patronal para a sua gestão.
“Realizamos esta visita com o ministro da agricultura e constatamos que o Pólo Agro-Industrial de Capanda tem aqui um potencial, porém a Sodepac compriu com um papel relevante a nível da gestão do pólo”, disse acrescentando que a ideia é estudar mecanismos para que, junto do Ministério da Agricultura e Floresta haja alternativas para manter o trabalho que a Sodepac vem realizando.
João Pedro, funcionário da Sodepac, colocado na área de Pisicultura, há mais de dois anos, afirmou que “a situação dos salários em atraso que se arrasta há onze meses, é uma questão difícil de lidar, tendo em conta os encargos e responsabilidades familiares que temos”.
O presidente da Cooperativa Tuye Cu Pólo” traduzido em português vamos para frente, Manuel Gomes, destacou a produção em curso de produtos agrícolas como, tomate, feijão, jinguba, banana, mandioca, repolho, cenoura, couve e batata-doce, cujos principais consumidores são as empresas Biocom, Laúca, e outras entidades, que não revelou.
Em Malange, António de Assis constatou o nível de funcionamento de alguns empreendimentos agrícolas.