No que toca às indústrias têxteis, o descaroçamento e prensagem do algodão, foi o sub-ramo mais importante da economia nacional, pois o valor bruto deste produto saltou de 276 para 476 mil milhões de escudos, o que representava um incremento de 73 por cento em 1972/73.
Era em Malanje, sobretudo na cooperativa agrícola, que essa indústria tinha os seus “feudos” da Cotonangue (pois produzia 800 toneladas e tinha um rendimento de 220 mil escudos).
Por isso, até o ano de 1961, a Textang era a única unidade têxtil de Angola.
O objectivo era impedir a concorrência aos tecidos portugueses. Mas a guerra obrigou a liberalizar esse mercado. Assim começaram a surgir outras unidades, principalmente o novo regime de pagamentos externos, a produção têxtil de Angola deu um grande salto, passando de 11,8 milhões de metros de tecidos de algodão em 1970 para 22,8 milhões em 1973.
Nesse ano, segundo dados do Ministério da Agricultura e Floresta, produziram-se também 972 mil cobertores.
Apesar do salto, a produção têxtil continuou a ser absolutamente insuficiente para cobrir as necessidades crescentes do mercado, dado o grande atraso acumulado.
Assim a indústria têxtil só consumia 10por cento da produção da fábrica de algodão e a produção anual “per capita” estimava-se em 3,7 metros de tecidos de algodão, 0,4 metros de malhas e 1 cobertor para cada 6 pessoas.
Recorria-se largamente à importação, gastando-se em 1973, 534.399 de escudos em cambiais com tecido