A balança comercial de Angola registou no IV trimestre de 2018 um saldo positivo na ordem de 1.870. 352 milhões de kwanzas, como resultado do comportamento do preço do petróleo, principal produto de exportação de Angola.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o IV trimestre de 2018 face ao período homólogo, registou um aumento do valor total das exportações em 73,9 por cento.
No período em análise face ao período homólogo, as importações registaram um aumento de 98,3 por cento.
Os principais continentes das exportações, durante o período em análise, segundo o INE, foram os países do continentes asiático com 85,9, europeu com 7,5, africano com 4,3, norte-americano e os da América Central e do Sul ambos com 0,1 por
cento em relação ao valor total.
Nas importações, os principais continentes foram: Europa com 39,0, Ásia com 35,8, África com 11,5, América Central e do Sul com 7,6 e América do Norte 6 em relação ao valor total.
os principais parceiros das exportações, durante o período, foram a China com 69,1, Índia com 9,4, Emirados Árabes Unidos com 3,6, Espanha com 3,2 e África do Sul com 2,9 em relação ao valor total.
Os principais parceiros das importações para Angola, neste período, foram a China com 16,9, Portugal com 15,8, Bélgica com 9,8, Togo com 5,6 e Brasil com 5,2 em relação ao valor total. Durante o período em análise, os principais parceiros africanos de exportação foram a África do Sul com 66,8, Ilhas Seychelles com 22,3, República Democrática do Congo com 5,1 e Costa do Marfim com 1,3. Para as importações, no mesmo período, os principais parceiros africanos foram: Togo com 48,5, África do Sul com 38,5, Namíbia com 1,9, Marrocos com 1,8 por cento.
Constata-se que, durante o período em análise, nas exportações, os principais grupos de produtos foram os combustíveis com 93,9, outros produtos com 3,9, madeira e cortiça com 1,2, produtos agrícolas com 0,4 e máquinas, equipamentos e aparelhos com 0,2 por cento.
Nas importações, no mesmo período, os principais grupos de produtos foram as máquinas, equipamentos e aparelhos com 19,5, combustíveis com 18,6, produtos agrícolas com 17,4, químicos com 8,0 e alimentares com 7,2. Exportações, por grandes categorias económicas de bens, verificou-se que, durante o período em referência, o principal grupo de produtos foi o de combustíveis com 93,7, seguida de bens de consumo com 4,4, intermédios com 1,6 e de capital com 0,2. Nas importações, foram: os bens de consumo com 36,4, intermédios com 28,4, de capital com 16,6 e combustíveis com 18,7.

Empresas fogem à segurança social

Algumas empresas do sector público e privado no Soyo, província do Zaire, não entregam ao Instituto Nacional da Segurança Social (INSS) os comprovativos dos descontos feitos aos seus trabalhadores.
Essa denúncia foi feita terça-feira pelo inspector chefe da Inspecção-Geral do Trabalho no município, Abel Angelina, frisando que as irregularidades foram detectadas em empresas do ramo petrolífero, na sequência de vistorias e inspecções efectuadas.
O responsável, que intervinha num debate radiofónico promovido pela Emissora Regional do Soyo da (RNA), não precisou o número de trabalhadores afectados, nem o número e nome de empresas envolvidas.
Avançou que o sector remeteu ao Ministério Público os processos das empresas visadas para os devidos efeitos.
Segundo a fonte, o incumprimento dos procedimentos legais compromete a vida dos futuros pensionistas, depois de atingirem a idade de reforma.
A queixa à PGR foi antecedida de um período de trabalho pedagógico junto destas entidades empregadoras, que se mostraram renitentes na sua prática ilegal.
Por seu turno, o procurador-geral da República junto do tribunal provincial do Zaire no Soyo, Hernâni Ngunza, presente também no debate radiofónico, confirmou a recepção dos processos da inspecção-geral do trabalho e disse que estão a merecer o seu devido tratamento.
Referiu que está em curso a fase de notificação dos responsáveis das empresas acusadas para se aferir as razões destas irregularidades, no sentido de se abrir uma possível acção judicial.
A Segurança Social, também entendida como Protecção Social Obrigatória, é uma realidade assumida colectivamente pelo Estado, de indiscutível importância.
O Sistema de Segurança Social em Angola é composto por um conjunto de regimes de carácter contributivo, como: Regimes dos Trabalhadores por Conta de Outrem; Regime dos Trabalhadores por Conta Própria; e Regime dos Membros de Confissões Religiosas, mediante o cumprimento de deveres e direitos.