O Banco Mundial (BM) está disponível a continuar a investir em projectos empresariais em Angola, através da Corporação Financeira Internacional (IFC) para fomentar o Sector Privado.
Por isso, considera importante que haja transparência e valores fortes para o sucesso dos programas, que são os requesitos fundamentais para o investimento.
A infomação foi avançada esta semana, em Luanda, pelo vice- presidente do IFC para África e o Médio Oriente, Sérgio Pimenta à margem da apresentação à classe empresarial dos produtos financeiros do Banco Mundial.
“Temos uma capacidade financeira importante para as empresas que pretendem trabalhar connosco, sobretudo as do Sector Produtivo sem qualquer peso no Orçamento Geral do Estado (OGE)”, disse.
Acrescentou por isso, que a ideia é trabalhar em projectos sustentáveis e que possam gerar desenvolvimento, empregos e um impacto ambiental.

Investimentos
Segundo Sérgio Pimenta o ano passado o IFC investiu 23 mil milhões de dólares em países emergentes, e mais de seis mil milhões na África Subsahariana.
Na ocasião, a vice-presidente da Confederação Empresarial de Angola, Filomena Oliveira assegurou que, sem um sector privado forte não é possível diversificar a economia, “e o mercado continuará estagnado”.
A empresária defende que as associações empresariais precisam ser capitalizadas do ponto de vista técnico-profissional e financeiramente, conformadas com a legislação e boas práticas.
A gestora entende que o acesso ao financiamento do IFC carace de competências, “precisamos de uma base sólida para alcançar a diversificação e a internacionalização dos produtos locais”.
Por sua vez, a secretária de Estado para o Orçamento, Aia-Eza da Silva disse, que uma das preocupações do IFC, era a fraca capacidade de penetração no tecido empresarial financeiro angolano.
“Hoje, esta entidade financeira reconhece que o país começa a ter mais abertura permitindo que a instituição esteja mais presente nos desafios locais”, sublinhou a governante.