O maior desafio para economia angolana é a manutenção da estabilidade macroeconómica ao longo prazo e o aumento da competitividade e produtividade da mão-de-obra a médio prazo. A declaração foi feita, ontem, pelo chefe da missão residente do BM em Angola, Ricardo Gazee, numa mesa redonda com os jornalistas, que teve como tema “Como diversificar a economia”.

O economista identificou alguns sectores onde Angola tem vantagens comparativas e que deve continuar com o processo de desminagens em terras agrícolas, uma vez que o país tem condições para relançar a agricultura.

“O país tem boas terras, bom regime de chuva e uma população que gosta de trabalhar”; disse. O chefe de missão residente do BM defendeu, também, o realojamento das pessoas que têm tradição de trabalho no campo, criando sistemas de crédito, distribuindo sementes para incentivar os agricultores, identificar barreiras, saber como resolver a falta de energia, água, regular o transporte, portos, criando centro de treinamentos, para reduzir os custos de produção.

O incentivo de reformas como forma de contribuição para a diversificação ainda tem muito que fazer na área fiscal, nos créditos nos sectores não petrolíferos.

No ano passado, de acordo com dados do BM, de Janeiro a Outubro, o PIB tinha uma renda média de três mil milhões, valor que em Novembro passou para 1,5 mil milhões, e em Janeiro de 2009, para 900 milhões de dólares. No ano passado 97 por cento do PIB veio das exportações do petróleo.

O preço do petróleo, de dez dólares, o barril, nos anos de 1998, subiu, gradualmente, até 150 dólares em finais de 2008, caindo para 30 dólares. Essas variações deram um impacto negativo ao crescimento da economia angolana.

Por essa razão o país procura diversificar a produção económica, chegando o sector agrícola a contribuir para o PIB de 2006, com 7,13 por cento, e com 8,2 em 2008. A indústria contribuiu, no mesmo período, com 4,8 por cento e passou para 6,6 em 2008. “ Mas ainda é uma diversificação incipiente”; considerou.