A Empresa Pública de Águas e Saneamento do Bengo (EPAS) necessita de 650 milhões de kwanzas, no mínimo, para satisfazer as necessidades da província , disse o administrador técnico da instituição,José Gonçalves Jorge.
A preocupação foi apresentada recentemente ao ministro das finanças, Archer Mangueira, aquando da sua deslocação a Caxito, a quem foi entregue um memorando que espelha a real situação da empresa, assim como uma proposta de atribuição de um fundo único de arranque no valor de 650 milhões de kwanzas.
Com uma produção à volta dos seis mil metros cúbicos de água/dia, equivalente a seis milhões de litros de água/dia, Caxito apresenta um superávit de produção de água (não estimado), tendo em conta que a sua população não chega a consumir 50 por cento da produção.
A título de exemplo, José Jorge disse, que o sistema de água do Porto-Quipiri nas 24 horas do dia, apenas opera pouco mais de 8h00 ou seja, apenas um terço da produção normal.
A cidade de Caxito possui o sistema de água das Mabubas (o principal) com uma capacidade diária na ordem dos 5 mil e 300 metros cúbicos/dia, a estação de tratamento da açucareira com 420 metros cúbicos /dia e a do Porto-Quipiri com 185 metros cúbicos /dia.
“O conjunto das três estações produzem mais do que o suficiente ou seja 6 mil metros cúbicos/dia, o equivalente a 6 milhões de litros
de água/dia”, disse o gestor.
O responsável informou que nem toda a produção é aproveitada, pois existem muitas perdas técnicas e comerciais. As comerciais decorrem do facto de num universo de 11 mil ligações (consumidores) existirem apenas 4 mil e 300 clientes (consumidores com contratos e que pagam) ou seja a empresa perde uma facturação de sete mil clientes.
As perdas técnicas decorrem das ropturas relativas ao estado obsoleto das redes de distribuição (rebentamento de tubos e cabos) o que torna as perdas bastante elevadas, disse.