A província do Bengo produziu no I trimestre deste ano, um milhão por metros cúbicos de burgau, areia, gesso, calcário, rochas asfálticas e brita, contra 290 mil e 731 produzidos no período homólogo de 2018.
Este volume de produção permitiu arrecadar cerca de dois milhões de kwanzas, com a comercialização de 988 mil e 859 metros cúbicos de minério.
Apesar de Caxito, Mabubas, Barra do Dande, Panguila e Libongos serem consideradas as zonas de maior extracção mineira da província, é no município do Dande (Quicabo) onde está concentrada a maior produção e número de empresas.
A província tem 33 empresas mineradoras, das quais 60 por cento dedica-se à exploração de brita, 37 por cento explora burgau, areia e calcário e três por cento produz gesso, rochas asfálticas e quartzo.
Destas, 28 estão em funcionamento e cinco paralisadas, devido à crise económica e financeira.
O director provincial do Comércio, Indústria e Recursos Minerais no Bengo, Manuel Fernando disse, que neste momento a direcção estuda a possibilidade da descoberta de novos recursos, com destaque para o ouro, que está a ser explorado apenas no município de Nambuangongo.
Neste domínio, existem também na província projectos de prospecção em curso na comuna do Piri (Dembos), numa área de 1.738 quilómetros quadrados, enquanto no Bula Atumba e parte do Dande (Úcua) estão previstos estudos nos próximos tempos.
Em 2018, foram produzidos na província do Bengo 196 mil 357 metros cúbicos de brita, burgau, areia, gesso, calcário, rochas asfálticas e quartzo.
Luanda com 90 e Bengo com 10 por cento são os principais consumidores da produção.