ISAQUE LOURENÇO

O Banco de Fomento Angola (BFA) apurou no exercício financeiro de 2009 um lucro líquido superior a 214 milhões dólares, contra os anteriores cerca de 181 milhões de dólares.

Segundo o relatório de contas da instituição, neste exercício financeiro o banco registou ainda um activo total superior a 5,6 mil milhões de dólares, contra os cinco mil milhões de 2008.

Outra nota de realce, no desempenho anual do banco, cujo capital é repartido entre accionistas angolanos e portugueses, prende-se com o aumento da sua carteira de depósitos de clientes fixada em mais de 4,8 mil milhões de dólares, contra os 2,4 mil milhões de dólares. Estes resultados permitiram ao banco aumentar a sua disponibilidade de crédito, passando dos anteriores mil milhões de dólares, para os actuais cerca de dois mil milhões de dólares.

Capitais próprios

De acordo com a nota de balanço, o BFA manteve a sua carteira de capitais próprios avaliada em 534 milhões de dólares, reflectindo, deste modo, a estabilidade do banco no mercado financeiro nacional.

As reservas do banco, por sua vez, ficaram fixadas em mais de 236 milhões de dólares, além de as operações financeiras, neste mesmo ano, terem contribuído no seu desempenho, com um lucro estimado em mais de 381 milhões de dólares, valor que supera o do exercício anterior, fixado em cerca de 69 milhões de dólares.

Estes resultados alcançados pelo BFA, em volta a um ambiente de negócios marcado pela retracção, sobretudo, das divisas e o aumento do rigor nas políticas de supervisão, por parte do Banco Nacional de Angola (BNA), enquanto autoridade monetária, deixam antever um exercício de 2010 melhor conseguido, consubstanciado na maior disponibilidade do banco para continuar apoiar os programas de desenvolvimento do país.

Na quarta edição do seu estudo da análise da banca angolana em 2009, a Deloitte posicionou o BFA no quinto lugar das instituições financeiras com maior rentabilidade de seus capitais (ROAE) com 48 por cento, superando o anterior sétimo lugar, em que concentrou apenas 32 por cento.

Ainda nesta avaliação, a taxa de alavancagem, isto é, a razão entre o activo total e os fundos próprios do banco, estimou-se em 11,2 por cento, demonstrando a sua fraca exposição ao risco operacional.

Aposta no desenvolvimento

Nos seus pronunciamentos, a respeito do ambiente económico nacional, uma vez ser aposta das instituições financeiras e do Governo angolano a criação de um ambiente que favoreça o desenvolvimento sustentável do país, o presidente da Comissão Executiva do banco, Emídio Pinheiro, disse que o seu banco pretende manter a linha de crescimento acelerado da rede de agências, bem como a modernização da oferta de produtos e serviços financeiros, porquanto continuam a acreditar no potencial de desenvolvimento do país.

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