O embaixador da China em Angola, Cui Aimin, chefiou uma delegação daquele país asiático, que realizou na quarta-feira passada, na cidade do Cuito, província do Bié, uma visita de constatação com o objectivo de fazer um estudo de investigação sobre o potencial económico da região.
Durante a visita efectuada à capital biena, o diplomata chinês anunciou o reforço da cooperação com o governo local, nos domínios da indústria têxtil e agro-pecuária, assim como na formação de recursos humanos na área da saúde pública.
O diplomata manteve ainda um encontro de auscultação com o governador do Bié, Álvaro Manuel Boavida Neto, assim como com os responsáveis dos sectores económico e produtivo da província e empresários.
No final dos encontros, Ciui Aimim disse à imprensa que a sua visita materializa o processo de ajuda económica e financeira assinado entre os Presidentes da República da China e o de Angola, respectivamente.

Apoios
O embaixador afirmou que a cooperação bilateral China-Angola atingiu “novo pico” de interesse recíproco, e que a província do Bié oferece vastas condições naturais e humanas propícias para se desenvolver o sector produtivo.
Por outro lado, reafirmou o apoio do Governo chinês para o desenvolvimento dos projectos em curso na província e defendeu maior intercâmbio e troca de experiência entre a classe empresarial dos dois países.
Cui Aimin elogiou a adopção da estratégia da diversificação da economia em Angola e reiterou apoios com vista a alavancar o programa.
O diplomata chinês anunciou ainda para o I semestre do corrente ano, uma reunião de investimentos entre os dois países, para avaliar a cooperação.
O evento, segundo Cui Aimin, vai decorrer com a presença de delegações dos Governos de Angola e da China.
O responsável reiterou ainda a confiança total no prosseguimento dos projectos rubricados entre os dois Estados, que como disse, permitem desenvolver uma economia “robusta e sustentável”.
De acordo com Cui Aimin, o contributo da China vai possibilitar Angola a alcançar novos modelos de desenvolvimento, principalmente nos segmentos social e económico.
Sublinhou que o reforço de amizade entre os dois povosvisa colher benefícios recíprocos.
Apesar de não especificar valores investidos nos diferentes projectos, Cui Aimin reiterou que a cooperação China-Angola já consignou 40 contratos.

Mais investimentos
Na ocasião, o governador do Bié considerou oportuna a visita do embaixador à província, que, como revelou, cimenta a certeza da efectivação dos projectos com financiamento do crédito do país asiático.
O responsável frisou ainda que, a cooperação com a China “abre portas de oportunidades para o empresariado local”.
Boavida Neto encorajou também as instituições e entidades singulares a desenvolverem esforços tendentes a captar cada vez mais investimentos e empresários estrangeiros para “esta parcela do território angolano”.