O sector da Agricultura a nível da província do Bié  perspectiva para a presente campanha agrícola 2017/2018 melhorar os serviços de mecanização agrícola, visando o aumento das áreas, bem como continuar a estender o processo de calagem dos solos e prosseguir com a introdução de variedades melhoradas de sementes.
Segundo uma nota do Gabinete provincial da Agricultura,  Pecuária e Pesca perspectiva ainda manter o acesso as famílias camponesas, dos inputs  a preços bonificados além da diversificação das culturas com a introdução de outras variedades de sementes e material vegetativo.

Intervenção
Durante a campanha agrícola 2017/2018, cerca de 100.420 famílias camponesas da província do Bié foram assistidas no âmbito do Programa de Extensão e Desenvolvimento Rural.
A nota do Gabinete provincial da Agricultura, Pecuária e Pesca indica que, um total de 28.261 produtores receberam apoio através do programa de fomento da agricultura e 1.260 por
meio do projecto Mosap II.
Na mesma época, mais de 294.888 hectares de terra foram preparados e semeados e 250 hectares foram corrigidos. O sector treinou 245 cooperativas de camponeses e 1.182 pequenos produtores foram treinados. O projecto criou 484 novas escolas de campo e distribuídas cinco mil toneladas de fertilizantes do tipo de NPK.

Produção alcançada
Na campanha agrícola foram produzidas  51.853 toneladas de milho, feijão (14.923), mandioca (105.981), batata rena (53.241), doce (18.463,7), hortícolas (16.315) e oleaginosas (5.182). O município do Cuito contribui com cerca de 10.938 toneladas do total da produção de milho.
A província controla no segmento familiar 39.862 cabeças de gado bovino, caprinos (143.713), ovinos (3.284) e suínos (56.971).
O Gabinete provincial da Agricultura, Pecuária e Pesca prevê criar novas escolas de campo, incrementar o fornecimento de fertilizantes do tipo de NPK, vacinação dos animais (gado bovino e combate a raiva), treinamento e capacitação dos técnicos e produtores nas várias temáticas além da recuperação de infra-estruturas de apoio à produção (valas de rega).
O sector pretende também desenvolver o programa de fomento e revitalização da cultura de café, fomento pesca continental e aquicultura bem como o programa de  repovoamento florestal e exploração de madeira.

Constrangimentos
O não aproveitamento dos recursos hídricos disponíveis (falta de reabilitação dos canais de irrigação existentes) além da insuficiência do pessoal técnico e falta de laboratórios de solo, para apoio são apontados pelo sector como os principais
constrangimentos na região.
A fonte sustenta que além destes é associada a falta de estações agro-meteorológicas tendo as variações climatéricas e as acções de capacitação e refrescamento  para os técnicos.

Potencialidades
A província do Bié ocupa uma posição central em Angola e caracteriza-se por uma agricultura familiar praticada pelos camponeses e pequenos agricultores individuais por vezes agrupados em associações ou cooperativas agrícolas. O Bié possui  uma extensão territorial  de 7.031.400 hectares dos quais, 60
por cento são terras  aráveis.
Adianta que anualmente são  preparadas apenas 20 por cento, devido a capacidade reduzida da mecanização agrícola daí que maior parte da preparação de terras, realiza-se de forma manual.
Actualmente, o Bié conta com uma população estimada em 1.455.255 habitantes, correspondente a 291.051 famílias. Deste número, 237.978 dedica-se fundamentalmente da actividade agro-pecuária.
Os solos predominantes são os ferralíticos (ferrasols), (acrisols, lixisols ou ferralíticos campisols), os oxisialíticos pardos acinzentados melhor drenados os hidromórficos e os psamíticos.
A estação chuvosa é de maior duração do que  vai de  seca  (Setembro a meados de Maio) e as quedas pluviométricas também vão (900 e 1.100 milímetros).

Encontro
Sector da pecuária quer estar na vanguarda da diversificação da economia nacional

O sector da Agricultura e Pecuária poderá jogar um papel chave no fornecimento de produtos como carne, leite, ovos e outros derivados, para alimentação, afirmou, na cidade de Moçâmedes (Namibe), no dia 26, o secretário de Estado da Agricultura, Carlos Alberto Jaime.
Segundo a Angop, ao falar na abertura do II Conselho Técnico Consultivo  do Instituto dos Serviços de Veterinária que decorre sob o lema “Pecuária, na vanguarda da diversificação da economia Nacional”, o responsável disse que a demanda por esses produtos exige do Executivo acções rápidas para o aumento da produção, através de investimentos direccionados no domínio da genética, alimentação, nutrição, sanidade animal, infra-estruturas, capacitação de recursos humanos e comercialização.
Para materialização destas acções, disse que o Estado conta com a participação activa do sector privado, através das parcerias públicas privadas.
“São conhecidas as potencialidades do nosso país para produção de carnes. Nesse sentido, o Executivo continuará a prestar o seu apoio tanto ao sector empresarial, como o  familiar”, disse.
Acrescentou que o Executivo tem no seu Plano de Desenvolvimento Nacional dois programas para alavancar a produtividade deste sector, nomeadamente o programa de fomento à produção animal e o de prevenção, controlo e erradicação de doenças animais.
De acordo com o secretário, estes programas têm por objectivo combater a fome e a pobreza, garantir a segurança alimentar e nutricional das pessoas, criação de oportunidades de emprego principalmente para população jovem, aumentar os rendimentos dos produtores e de outros autores ao longo das cadeias de valor pecuário, assim como aumentar a arrecadação de receitas através de direitos e de impostos.
Apontou como outro desafio do sector, o compromisso a nível regional, continental e mundial, do controlo e erradicação das doenças animais, onde se destacam a peripneumonia contagiosa dos bovinos, doenças de Newcastle, peste suína africana, peste dos pequenos ruminantes, febre aftosa, a raiva e tripanossomiase.
Para efeito, disse, o Executivo está a implementar algumas acções que têm por objectivo atrair investimentos significativos, tanto no sector privado, tanto no público.