Joaquim Suami, Correspondente

O governo da província de Cabinda investiu aproximadamente USD 140 milhões, no âmbito do Programa de Investimentos Públicos (PIP), enquadrado no biénio 2007-2008, que visa melhorar as condições de fornecimento de energia eléctrica às populações da região. Deste montante, USD 80 milhões de permitiram ao governo de Cabinda adquirir, este ano, em França, duas turbinas a gás, que entram em funcionamento em Fevereiro do próximo ano, para o melhoramento de abastecimento de energia eléctrica à província. Trata-se de duas turbinas com sistema dual (a gás e a gasóleo), de fabrico francês sob patente americana da General Electric (GE), com capacidade para gerar 35 megawatts, cada uma, o suficiente para as necessidades actuais da província estimadas em 45 megawatts.

Segundo o director provincial de Energia e Águas, João Baptista Franque, com aquisição das duas turbinas vai permitir ajudar no desenvolvimento do sector de energia eléctrica da região, não só no aumento dos níveis de produção para benefício das populações, mas também, em outros sectores estratégicos que contribuem no crescimento da economia local.

Obras em curso

Neste momento, decorrem os trabalhos de construção das maciças de bases que vão suportar os dois engenhos, no perímetro adjacente ao Pólo Industrial de Fútila, 30 quilómetros a norte da cidade de Cabinda. As obras de montagem dos componentes técnicos que suportam as duas turbinas, estão a cargo da empresa espanhola “ISOLUX”, contratada pela Empresa Nacional de Electricidade (ENE), enquanto que a portuguesa EDP é responsável pela supervisão da empreitada.

A par do projecto de reforço das duas turbinas a gás, o governo da província de Cabinda está a investir cerca de USD 60 milhões, para o programa de reabilitação e expansão da rede eléctrica de alta, média, baixa tensão e de subestações a nível dos municípios de Cabinda e Cacongo, que também está a cargo da empresa espanhola “ISOLUX”. Os trabalhos decorrem a bom ritmo, apesar de existência de minas em locais por onde passa as linhas de transporte e da inoperância do porto, que dificulta a atracagem de navios junto à ponte cais, com material destinado ao projecto. “Pensamos que o cronograma apresentado no Conselho da província aquando da visita da ministra da Energia, que aponta para a entrega das obras de montagem das turbinas e da construção das linhas de média e baixa tensão Cabinda - Cacongo venham a concluir na primeira quinzena de Fevereiro de 2010”, explicou.

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