O governo provincial de Cabinda prevê investir cerca de 10,5 milhões de euros na recuperação da indústria madeireira, com incidência para o complexo Pau-Rosa, ex-Mabel (Madeiras de Belize), paralisado há cerca de 20 anos.
Segundo o secretário da província de Cabinda para a Indústria, Geraldo Ndubo Paulo, o valor previsto deverá ser reajustado, tendo em conta que a empresa a quem foi adjudicada a obra, em 2006, tarda em iniciar os trabalhos, apesar de ter recebido um pagamento adiantado.
A madeira é tida como um dos recursos mais valiosos e dos mais importantes na economia da província, em particular, e do país, em geral.
No quadro do Programa Nacional de Desenvolvimento, o governo provincial está empenhado em recuperar e renovar o parque industrial de transformação de madeira, a sua segunda maior fonte de receitas depois do petróleo.
Num passado recente, o sector madeireiro alavancou a economia local com a produção de laminados e prensados (contraplacados), através das variadas espécies caras e raras que a floresta do Maiombe possui.
O complexo Pau-Rosa, ex-Mabel (Madeiras de Belize), foi a principal unidade de transformação de madeira na província, com uma produção anual estimada em 15 mil metros cúbicos de contraplacados e laminados e sete mil e 500 de madeira serrada.
Em 1994, uma avaria da sua caldeira, principal equipamento na produção de prensados (laminados e contraplacados), provocou a paralisação do complexo Pau-Rosa.