O Instituto de Gestão de Activos e Participação do Estado (IGAPE) registou até ao momento 67 intenções nas sete fábricas no âmbito do processo de privatizações de empresas públicas instaladas na Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEE), cujo processo de vendas deverá estar concluído até Maio próximo.
A informação foi avançada esta semana, em Luanda, pelos responsáveis do IGAPE, durante um encontro de esclarecimento sobre o concurso público, cujo prazo de candidaturas foi alargado até ao dia 22 de Abril.
No programa de comercialização estão disponíveis unidades fabris com preços de referência que vão dos três aos 18 milhões de dólares para cada empresa.
Segundo apurou o JE, dos 60 investidores com propostas entradas, 32 já visitaram as instalações para constatar “in loco” o estado das sete unidades industriais dos mais variados sectores de actividade, onde se prevê arrecadar 80 milhões de dólares.

Alargamento do prazo
Na ocasião, o administrador do IGAPE, Gilberto Luther, esclareceu que no quadro do estatuto orgânico da ZEE há conjuntos de benefícios fiscais ligados, sobretudo à importação de matérias-primas e imposto industrial que serão aplicados a todos que venham a adquirir empresas no processo de privatizações.
“Por se tratar de um concurso público com abrangência internacional, países como Portugal e Espanha também estão interessados na aquisição das unidades”, ressaltou.
O responsável disse que o maior número de intenções ainda está voltada aos investidores nacionais.
Gilberto Luther referiu que as entidades envolvidas neste processo estão afincadas em passar toda a informação para os interessados no sentido de avaliarem melhor todos os procedimentos, desde a abertura do concurso, análise e notificação das candidaturas até à submissão das ofertas finais.
O JE soube que o processo de privatizações interessa igualmente os bancos, seguradoras, fundos e sociedades de investimentos, bem como as associações empresariais, câmaras de comércio, e outros agentes que acorreram ao acto de apresentação dos termos e condições.
Criada em 2009 por Decreto, com o objectivo de fomentar o emprego e criar competitividade entre as indústrias nacionais, a ZEE está quase paralisada.
O nosso jornal soube ainda, que das mais de 70 empresas, apenas 22 estão operacionais e as restantes inoperantes por falta de matéria-prima.
Entre 2011 e 2014, a Sonangol investiu 4,9 milhões de dólares para as infra-estruturas e 3,7 milhões para arranque do projecto.