A Sociedade Mineira de Catoca (SMC), maior empresa diamantífera de Angola, vai no presente ano optar por uma gestão inteligente e rigorosa, para garantir uma elevada eficiência operacional, através de medidas que vão desde importantes investimentos à produção.
Na mensagem dirigida aos trabalhadores, o director-geral da SMC, Serguei Amelin, disse que para alcançar este desiderato uma atenção será dada a optimização e melhoria contínua nos diversos processos operacionais e formação permanente dos quadros.
A empresa, cuja produção de 2016 ascendeu a 7,200 milhões de quilates, vai igualmente engajar-se na montagem da linha de produção do moinho 3 da central de tratamento II, intensificação dos trabalhos de operacionalização da chaminé 42, dentre outras.
“Tendo herdado de uma conjuntura crítica dos anos anteriores, o ano 2016, desde o seu início trouxe inúmeras dificuldades que se foram agudizando ao longo dos meses, caracterizados por factores externos, não controláveis, tais como a degradação do ambiente económico mundial, os constrangimentos e a desaceleração da economia angolana, cujas consequências negativas para a empresa foram os baixos preços de compra dos nossos diamantes inferiores aos projectados no orçamento”, disse.
Segundo ele, a subida dos preços dos equipamentos, dos materiais e dos serviços de que Catoca necessitou, o aumento do preço dos combustíveis e da carga fiscal, foram entre outros desafios enfrentados pela empresa em 2016.
Outrossim, prosseguiu, ao nível interno, aumentou a complexidade dos problemas resultantes do aprofundamento da mina, diante do imperativo vigente de redução dos custos aos níveis solicitados pelos sócios.
“Perante esse tão adverso cenário, assumimos o desafio de aproveitar todo o potencial disponível e implementar estratégias de gestão inteligentes e rigorosas, para garantir uma elevada eficiência operacional, através de medidas que vão desde importantes investimentos na produção e o engajamento na montagem da linha de produção do moinho 3 da central de tratamento II”, sublinhou.
Seguei Amelin informou que a empresa continuará a prestar uma especial atenção aos programas de responsabilidade social, visando a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e das comunidades adjacentes.
“Encaramos com seriedade a responsabilidade social, sendo que, no domínio interno, mantivemos em 2016 os programas sociais correntes e decidimos assumir o aumento do custo do seguro de saúde, passando a empresa a pagar 80 por cento e o trabalhador 20, ao contrário dos 70 e 30 anteriores”, realçou.
O desenvolvimento de todos esses esforços, declarou, permitiu o alcance de resultados positivos em 2016, também graças ao contributo prestado por todos os trabalhadores e parceiros de Catoca.
A Sociedade Mineira de Catoca, Lda é uma empresa angolana de prospecção, exploração, recuperação e comercialização de diamantes, constituída pela Endiama (Angola), Alrosa (Rússia) LLV (China) e Odebrecht (Brasil). É responsável pela extracção de mais de 75 por cento dos diamantes angolanos.
Além do Kimberlito de Catoca, que explora na Lunda Sul, a empresa tem participação maioritária em concessões como a do Luemba, Gango, Quitúbia, Luangue, Vulege, Tcháfua e Luaxe.