A Sociedade Mineira de Catoca obteve um lucro líquido de 40 milhões de dólares no I trimestre do ano em curso, resultado que teve a ver com a recuperação dos dois milhões e 200 mil quilates de diamantes. O anúncio foi do director-geral da Catoca, em conferência de imprensa que antecedeu os festejos do 27 de Abril, dia do mineiro angolano.
Segundo o director-geral da Catoca, Sergei Amelim, em 2017, foram tratados 11 milhões e 500 mil toneladas de minério que resultaram na recuperação de 7 milhões e 700 mil quilates de diamantes contra os 7 milhões e 200 mil do período homólogo 2016, sem reflexo no aumento na facturação global, tendo em conta a oscilação do preço dos diamantes no mercado internacional.
A melhoria dos indicadores económicos e financeiros que a empresa regista, continuou, “têm reflexo directo na vida de dois mil e 200 trabalhadores, traduzindo-se num incremento de 10 milhões de dólares em termos de salários que cresceram sete por cento”.
O líder da diamantífera contou ainda que, actualmente, o mercado de diamantes é estável e com esperanças de melhorias, em função da redução da produção de alguns colossos mundiais como a Alrosa e a De-Beers e abrandamento numa das maiores minas australianas que colocava anualmente cerca de 15 milhões de quilates no mercado.
O esforço e empenho dos trabalhadores da Catoca no cumprimento do plano de lavra, de redução de custos e aumento da produção foi reconhecido pelo director-geral que reiterou o apelo dos sócios em reduzir os custos e aumentar a produtividade.
A implementação de novas tecnologias, sobretudo na área de produção, é uma das apostas traçadas pelo órgão de gestão da empresa.