A informação foi avançada à imprensa, em Luanda, pelo coordenador técnico do Recenseamento de Empresas e Estabelecimentos, José Calengi. O técnico sublinhou que se pretende com o censo melhorar o conhecimento sobre os sector informal e as suas ramificações a nível do tecido informal e empresarial e definir a estrutura de custos das empresas, além da promoção do registo estatístico.
De acordo com o responsável, serão recenseadas todas as unidades que exercem actividade económica em território angolano, como estabelecimentos, institutos públicos e instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias.
O censo tem por objectivo identificar a totalidade das empresas angolanas e classificá-las em função da sua forma jurídica, ramos de actividade, repartição e nacionalidade do capital social, entre outras. O recenseamento vai determinar ainda o volume de emprego existente a nível do tecido empresarial e a sua repartição por género, bem como calcular a dimensão média das empresas por volume de negócio, pessoal ao serviço.
Por outro lado, José Calengi informou que 60 por cento das 200 mil empresas registadas no Instituto Nacional de Estatística
espera iniciar a actividade. Desse número, 168 mil empresas o são no sentido restrito da palavra, sendo que as outras são instituições sem fins lucrativos e outras instituições públicas que fazem registo no INE.
José Calengi falou aos jornalistas à margem da palestra sobre a “Importância da produção de dados estáticos para a sociedade”, realizada com o objectivo de aumentar a consciencialização da produçãode dados estatísticos.
O recenseamento vai recolher o detalhe dos custos de conta de fornecimento e serviços de terceiros, bem como os dados das principais demonstrações financeiras das empresas.
Pretende-se igualmente com o recenseamento o fornecimento de informação específica para as contas nacionais, actualizar o universo e as bases de sondagem dos inquéritos ao sector empresarial.